Israel e palestinos iniciam negociações de paz

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Retomada de diálogo em Jerusalém é 3ª tentativa desde 2000 de tentar criar Estado palestino ao longo de Israel

AP
Secretário de Estado John Kerry é visto entre a ministra da Justiça de Israel, Tzipi Livni (D), e o negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, após reunião preparatória em Washington (30/7)

Israel e os palestinos abriram suas primeiras negociações formais de paz na região em quase cinco anos nesta quarta-feira, em um novo esforço para pôr fim a décadas de conflito. Os dois lados, buscando manter o segredo em relação ao diálogo, disseram pouco sobre o encontro.

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O governo israelense divulgou um vídeo breve mostrando os líderes das negociações, Yitzhak Molcho e Tzipi Livni, de Israel, e Saeb Erekat, dos palestinos, cumprimentando-se com um aperto de mão em um local não revelado.

Uma autoridade israelense disse apenas que o encontro ocorreu em Jerusalém. O funcionário falou sob condição de anonimato porque ninguém tinha autorização para discutir publicamente o caso.

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O encontro coroou meses de diplomacia intensa do secretário de Estado americano, John Kerry, que visitou a região seis vezes desde que assumiu o poder, em uma iniciativa para pressionar pela negociação.

Ambos os lados têm baixas expectativas enquanto se direcionam para a terceira tentativa desde 2000 para chegar a um acordo sobre os termos de criação de um Estado palestino ao longo de Israel.

Leia: Israel rejeita parar libertação de palestinos, mas avança com assentamentos

O encontro ocorreu horas depois de Israel libertar 26 prisioneiros palestinos em uma tentativa de trazer seu líderes para a mesa de negociações. Espera-se que Israel solte um total de 104 presos de longa data à medida que as negociações progridam nos próximos meses.

As negociações já ficaram sob a sombra dos planos de Israel de construir mais de 3 mil novas casas em assentamentos em território ocupado que os palestinos reivindicam para seu Estado.

Colônias: Israel aprova construção de casas em Jerusalém Oriental e Cisjordânia

Reuters
Prisioneiro palestino recém-libertado abraça parente ao chegar à cidade de Ramallah, Cisjordânia, na madrugada desta quarta

Antes do encontro desta quarta, Yasser Abed Rabbo, uma graduada autoridade egípcia, alertou que as negociações poderiam entrar em colapso a "qualquer momento" por causa das construções israelenses.

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Políticos linha dura prometeram combater quaisquer grandes concessões feitas pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O vice-ministro da Defesa Danny Danon, do Partido Likud, de Netanyahu, disse que tal pacto "não terá apoio não apenas de mim, mas também do Likud e, penso, de boa parte da nação".

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Os palestinos querem um Estado na Cisjordânia, Gaza e em Jerusalém Oriental, terras capturadas por Israel em 1967.

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