China condena dois à morte por episódios de violência em Xinjiang

Por iG São Paulo |

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Região do país tradicionalmente muçulmana é palco de confrontos entre grupos da minoria e forças de segurança

Dois homens foram condenados à pena de morte e outros três receberam sentenças de prisão por causa de confrontos violentos na região tradicionalmente muçulmana de Xinjiang, informou a mídia estatal da China.

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AP
Homem observa local de violentos confrontos em Kashgar, na região de Xinjiang, China

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A violência de 23 de abril foi um dos vários incidentes que apontam para a continuidade das tensões entre autoridades e membros da minoria étnica Turkic Uighur, culturalmente e linguisticamente diferente da maioria chinesa Han.

A agência de notícias Xinhua disse que o suposto líder de um grupo extremista Musa Hesen foi condenado à morte durante julgamento na segunda-feira (12). Ele era acusado de homicídio, formação e liderança de organização terrorista e por fabricação ilegal de explosivos.

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Outro réu, Rehman Hupur, também recebeu a sentença de morte por homicídio e por pertencer a uma organização terrorista. As sentenças impostas aos outros três acusados variavam de nove anos de prisão à prisão perpétua.

Os réus não contestaram as acusações e tinham advogados presentes durante o julgamento. Sentenças de morte na China são automaticamente revistas pela Suprema Corte do país antes de serem efetuadas.

Um total de 19 integrantes do grupo foram presos, e mais julgamentos devem acontecer nos próximos meses. O confronto ocorreu depois que a polícia local e trabalhadores comunitários perceberam um comportamento suspeito em uma casa no condado de Bachu, nos arredores da cidade de Kashgar. 

Temendo que seu grupo fosse descoberto, Hesen liderou outros membros na caçada e assassinatos de 15 membros dos serviços de segurança - ataques que também deixaram seis integrantes do grupo mortos.

O número de mortos foi o mais alto em um único incidente em meses na região de Xinjiang, onde episódios de violência são recorrentes entre Uighurs contra as autoridades e a maioria étnica  chinesa Han. Pequim afirma que a China enfrenta uma ameaça terrorista organizada de grupos muçulmanos radicais na região.

Xinjiang, uma região que faz fronteira com a Ásia Central, Afeganistão e Paquistão, é lar de milhões de Uighurs, muitos dos quais reclamam das rígidas restrições a sua vida religiosa e cultural por Pequim.

Com AP

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