Espanha revê segurança de trens após acidente com 79 mortes

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Ministra de Obras Públicas afirma que governo contratou auditoria por descarrilamento em Santiago de Compostela

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A Espanha está revendo a segurança do sistema ferroviário do país após um acidente de trem na Galícia que deixou 79 mortos no mês passado, disse a ministra de Obras Públicas Ana Pastor nesta sexta-feira (9).

Garzón: Condutor de trem falava ao telefone quando trem descarrilou a 153 km/h

AP
Equipes de emergência atendem vítimas de descarrilamento de trem em Santiago de Compostela, na Espanha (24/7)

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Hipótese: Sistema de freio antigo pode ter contribuído para acidente

O descarrilamento do trem em uma curva nos arredores da cidade de Santiago de Compostela foi atribuído ao excesso de velocidade e erro humano. Mas o acidente também levantou questionamentos sobre os sistemas de segurança e sinalização da rede ferroviária de alta velocidade.

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Falando diante de uma comissão parlamentar, Ana disse que havia contratado auditores para rever o limite máximo de velocidade em cada trecho da malha ferroviária da Espanha, para impedir que tal tragédia ocorra novamente. "Vamos rever todos os protocolos e sistemas, a tabela de limites de velocidade, tudo", disse.

A rede ferroviária da Espanha combina linhas que são exclusivamente de alta velocidade, com mecanismos sofisticados de segurança, e linhas convencionais, como no local do acidente em Santiago, com sinais de frenagem automática menos rigorosos.

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Alguns trens de alta velocidade usam ambos os tipos de trilhos, e os motoristas devem alternar entre os dois sistemas.

A Espanha tem investido 45 bilhões de euros ao longo de mais de 20 anos na construção da segunda maior rede de trens de alta velocidade do mundo, que continuou a se expandir, apesar de estagnação econômica e do alto déficit orçamentário.

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Francisco Garzón, de 52 anos, que conduzia o trem que se acidentou em 24 de julho, foi acusado de homicídio por negligência e aguarda o julgamento em liberdade.

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