Dois são indiciados em caso de canadense que se enforcou após suposto estupro

Por iG São Paulo |

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Rehtaeh Parsons cometeu suicídio depois que as fotos da suposta agressão sexual foram publicadas na internet

Dois jovens foram presos e indiciados por distribuir pornografia infantil em relação ao caso de uma jovem canadense de 17 anos que se enforcou depois que uma foto em que ela era supostamente abusada sexualmente foi publicada na internet. O indiciamento e a prisão de ambos acontece quase dois anos após o suposto estupro.

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AP
Mulher segura foto de Rehtaeh Parsons durante vigília em sua homenagem em 11 de abril

O caso de Rehtaeh Parsons,  que morreu no hospital após uma tentativa de suicídio em abril, provocou revolta e choque em todo o país. 

Sua mãe disse que um rapaz tirou uma foto do momento em que ela era supostamente estuprada em novembro de 2011 e que sua filha sofreu bullying por meses depois que a fotografia se tornou um viral.

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Na quinta-feira, Roland Wells, chefe de polícia, disse que um homem de 18 anos foi indiciado por duas acusações de distribuição de pornografia infantil e um segundo homem, também de 18 anos, foi indiciado por produzir e distribuir pornografia infantil. Wells disse que os dois não tiveram suas identidades divulgadas, pois eram menores quando os supostos crimes ocorreram.

Jean-Michel Blais, outro chefe da polícia, disse que as evidências disponíveis não permitiam enquadrar os dois indivíduos com acusações de abuso sexual.  

A polícia anunciou as prisões na quinta-feira e os dois foram levados para interrogatório. 

No começo do dia, os pais de Rehtaeh disseram que a notícia das prisões serviu de certo consolo, embora o pai da garota tenha expressado desapontamento, pois sua filha não pôde presenciar justiça em sua curta vida.

"Ela está morta agora. Ela se foi", disse Glen Canning.

O primeiro-ministro Stephen Harper aplaudiu o progresso no caso e disse que a morte de Rehtaeh era uma terrível tragédia. "Espero que isso forneça, em alguma medida, conforto para os familiares", disse.

Com AP

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