Bomba mata 14 mulheres e crianças no Afeganistão; presidente pede paz

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Sete mulheres e sete crianças são mortas em explosão de bomba colocada em cemitério durante feriado islâmico

Uma bomba colocada em um cemitério matou 14 mulheres e crianças nesta quinta-feira no Afeganistão durante um piquenique à beira do túmulo de um parente por ocasião da celebração do feriado islâmico do Eid al-Fitr, disseram autoridades. O ataque aconteceu enquanto o presidente do país conclamou a milícia islâmica do Taleban a depor suas armas.

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AP
Afegãos preparam os túmulos para 14 civis mortos por explosão de bomba no distrito de Ghany Khel, na Província de Nangarhar

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A explosão aconteceu no distrito rural de Ghany Khel, na Província de Nangarhar, no leste do país, segundo autoridades provinciais. Na última semana, a província e sua capital, Jalalabad, vêm sofrendo várias explosões e atentados suicidas. É comum no Afeganistão que, no primeiro dia do Eid, as pessoas visitem túmulos de parentes.

Todos os 14 mortos - sete mulheres e sete crianças - eram membros da mesma família estendida, disse Masum Khan Hashimi, o vice-chefe policial da província. Três mulheres e uma criança sobreviveram com ferimentos, disse, acrescentando que uma investigação está em andamento.

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Nenhum grupo reivindicou responsabilidade imediatamente pela explosão. Não está claro por que a família foi alvo, mas o túmulo que visitavam era do líder tribal Haji Khayali, que trabalhava para uma companhia de segurança e foi morto pelo Taleban no início deste ano.

Haji Ghalib, irmão do morto, disse que sua filha estava entre as vítimas fatais do ataque desta quinta e culpou o Taleban pelo ataque Ghalib, que não estava com sua família quando o atentado aconteceu, disse ao telefone que também trabalhava para um companhia de segurança e era membro de um conselho local de paz que busca a reconciliação com os insurgentes.

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Ghalib afirmou que lutou na guerra contra a ocupação soviética e era um ex-preso da base militar dos EUA na Baía de Guantánamo, Cuba. Aprisionado como um simpatizante do Taleban, ele foi solto em 2007 depois de cumprir quatro anos. "Minha família acabou. Essas pessoas são desumanas", disse.

O presidente Hamid Karzai condenou o ataque, denunciando-o em uma declaração como "um ato covarde de inimigos da população do Afeganistão que não praticam nenhuma religião". Previamente, em um discurso depois de participar das preces em Cabul pelo feriado, Karzai havia conclamado o Taleban a depor suas armas, participar do processo político e parar de matar civis inocentes.

*Com Reuters e AP

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