Maioria dos mortos eram policiais que prestavam homenagem a colega assassinado horas antes em Quetta

Um homem-bomba atacou o funeral de um policial em Quetta, no oeste do Paquistão, nesta quinta-feira (8) deixando ao menos 30 mortos e 55 feridos, em cena gravada por câmeras de televisão que registravam a cerimônia.

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Homem ferido em ataque suicida pe levado para hospital em Quetta, no Paquistão
Reuters
Homem ferido em ataque suicida pe levado para hospital em Quetta, no Paquistão

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Um repórter da Reuters no local descreveu cenas caóticas, com oficiais feridos sendo levados para ambulâncias. Alguns policiais vagavam aturdidos em meio ao sangue e às partes de corpos, procurando colegas. Outros ficavam sentados, em choque e silêncio, no meio de sapatos abandonados e outros pertences.

O funeral ocorria em um espaço aberto do lado de fora de uma mesquita em Quetta, capital da província do Balúquistão. A cerimônia era para um policial que havia sido morto a tiros enquanto viajava pela cidade em um carro com seus filhos, disse o chefe de polícia da cidade Mir Zubair Mehmood. Dois de seus filhos foram feridos no ataque.

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A maior parte dos 30 mortos e 55 feridos no ataque suicida eram policiais, segundo informou o chefe da polícia Mohammed Aslam. Entre os mortos estava o chefe das operações policiais do Baluquistão, Fayaz Sumbal.  

Aslam disse que  Sumbal tinha visto o homem-bomba perto do portão da mesquita antes que ele detonasse os explosivos e pediu para que os policiais rapidamente procurassem pelo suspeito. Quando policiais começaram a interrogá-lo, ele se explodiu. 

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Um membro do esquadrão antibombas disse que o responsável pelo ataque usava uma jaqueta cheia de rolamentos metálicos e estilhaços, para ampliar a potência da explosão. A detonação foi feita em frente à mesquita onde os agentes faziam fila para homenagear o colega.

Um líder religioso disse a Dunya, um canal de TV privado paquistanês, que havia cerca de 250 pessoas no funeral no momento do ataque.  

Não ficou imediatamente claro qual grupo cometeu o atentado. Quetta, capital da província do Baluchistão, abriga muitos militantes, incluindo o Taliban, grupos sectários e combatentes separatistas.

Com Reuters e AP

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