Mensagens de líder da Al-Qaeda e franquia no Iêmen seria causa de alerta dos EUA

Por iG São Paulo |

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Comunicação de Zawahri ordenando chefe do grupo no Iêmen a lançar ataque forçou fechamento de embaixadas

A decisão tomada na semana passada pelo governo americano de Barack Obama de fechar mais de 20 missões diplomáticas e emitir um alerta de viagem global resultou da interceptação de mensagens eletrônicas nas quais o chefe da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahri, ordenava a Nasir al-Wuhayshi, líder da afiliada no Iêmen (Al-Qaeda na Península Arábica), lançar um ataque antes do último domingo, de acordo com autoridades americanas.

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AP
Líder da Al-Qaeda Ayman al-Zawahri (foto de arquivo)

Sexta: EUA emitem alerta de viagem global por ameaça da Al-Qaeda

As conversas interceptadas entre Zawahri, que sucedeu a Osama bin Laden como líder da rede global terrorista, e Wuhayshi revelaram uma das conspirações mais sérias contra os interesses americanos e ocidentais desde os ataques do 11 de Setembro de 2001, disseram funcionários de inteligência e legisladores.

É altamente incomum que líderes graduados da Al-Qaeda no Paquistão, onde Zawahri está baseado, discutam questões operacionais com afiliadas do grupo, então quando as interceptações entre os dois líderes graduados foram coletadas e analisadas na semana passada, autoridades na CIA, no Departamento de Estado e na Casa Branca imediatamente notaram que eram importantes. Membros do Congresso rapidamente receberam informações sobre o caso, disseram funcionários americanos.

Até sábado: EUA mantêm fechadas missões diplomáticas em 19 cidades

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“Isso foi significativo porque eram os chefões falando, e discutindo um período muito específico para um ataque ou ataques", disse uma autoridade americana que recebeu informações em dias recentes.

As identidades dos dois líderes da Al-Qaeda cujas discussões foram monitoradas e a natureza iminente da conspiração suspeita ajudam a explicar por que os EUA, assim como outros governos ocidentais, adotaram passos de precaução tão extraordinários nos últimos dias para fechar embaixadas e consulados no Oriente Médio e no norte da África. Mas as interceptações foram ao mesmo tempo frustrantes ao não revelar o local ou alvo específicos dos ataques, disseram autoridades americanas.

O Departamento de Estado anunciou no domingo que estava estendendo o fechamento de 19 postos diplomáticos no Oriente Médio e no norte da África até pelo menos o próximo sábado por causa dos temores continuados de um ataque iminente. Vários países europeus também fecharam embaixadas no Oriente Médio. Entre as embaixadas que continuarão fechadas estão a do Iêmen, Líbia, Egito, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Apesar de ter poucas informações precisas sobre o potencial plano de ataque, um aspecto da informação de inteligência com a qual as autoridades parecem concordar é a ideia de que a afiliada da Al-Qaeda está por tras da ação.

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A Al-Qaeda na Península Arábica tentou lançar vários ataques em anos recentes. Uma delas foi a tentativa de explodir um avião transatlântico sobre Detroit em 25 de dezembro de 2009 com explosivos costurados na cueca de um passageiro. Meses antes, o grupo tentou matar um chefe de inteligência saudita com uma bomba implantada cirurgicamente no corpo do agressor.

Autoridades americanas acreditam que tais bombas foram construídas por Ibrahim al-Asiri, um dos líderes do grupo que o governo Obama tenta matar como parte de uma campanha no Iêmen usando aviões não tripulados (drones).

*Com New York Times

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