Índia acusa Paquistão pela morte de cinco soldados na Caxemira

Por iG São Paulo |

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Islamabad nega e diz estar comprometido com promessa de cessar-fogo e retomada das negociações de paz

AP
Ativistas da organização Shiv Sena gritam palavras de ordem enquanto queimam bandeira do Paquistão durante protesto contra a morte de cinco soldados indianos

Cinco soldados indianos foram mortos a tiros em um ataque a um posto ao longo da disputada fronteira com o Paquistão, na Caxemira, afirmou uma autoridade indiana nesta terça-feira (6).

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O ministro da Defesa da Índia, A.K. Antony, disse ao parlamento que cerca de 20 militantes acompanhados de outros homens vestidos com uniformes militares do Paquistão realizaram o ataque.

Em resposta, o Paquistão considerou "infundadas" as acusações sobre o envolvimento do país, dizendo que Islamabad está comprometido com sua promessa de cessar-fogo e quer retomar as negociações de paz com a Índia em breve. "Nossas autoridades militares confirmaram que não houve troca de tiros que poderia ter resultado em tal incidente", disse o Ministério das Relações Exteriores em comunicado.

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Os dois Exércitos, que vivem sob clima de enorme tensão ao longo da fronteira fortemente militarizada, entraram em confronto em Poonch em janeiro, depois que um soldado indiano foi morto e decapitado. Enfrentando indignação pública pelo ataque, a Índia cancelou à época negociações de paz planejadas com o Paquistão.

"Fui informado esta manhã sobre a notícia de que cinco dos nossos soldados foram mortos. Meus sinceros pêsames a seus familiares", disse o ministro-chefe de Jammu e Caxemira, Omar Abdullah, em um tweet.

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As mortes causaram um alvoroço no parlamento indiano, onde parlamentares exigiram que o governo explicasse o que aconteceu. Em resposta, o ministro da Defesa A.K. Antony afirmou: "A emboscada foi realizada por cerca de 20 terroristas fortemente armados, juntamente com outros vestidos com uniformes do Exército do Paquistão".

Um oficial de segurança paquistanês negou que tenha havido qualquer troca de tiros na fronteira. "Não houve qualquer incidente", disse o oficial do Paquistão, sob condição de anonimato.

No mês passado, o novo governo do Paquistão, liderado pelo primeiro-ministro Nawaz Sharif, propôs datas para conversações de paz, e Nova Délhi estava preparando uma resposta.

Com Reuters

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