Após ameaça, EUA e Reino Unido retiram funcionários de embaixadas no Iêmen

Por iG São Paulo |

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Departamento de Estado dos EUA também emitiram alerta aos seus cidadãos para que saiam do país imediatamente

Após dias de alertas e fechamento de embaixadas, os EUA e o Reino Unido elevaram suas medidas de segurança no Iêmen, com Washington ordenando a que funcionários não essenciais do governo deixem o país, e o gabinete do exterior de Londres afirmando que retirou sua equipe diplomática da capital Sana "como medida de segurança"

EUA: Mensagens de líder da Al-Qaeda e franquia no Iêmen seria causa de alerta

Reuters
Embaixada britânica reforça segurança do lado de fora de sua embaixada em Sana, Iêmen (5/8)

Domingo: EUA fecham 22 missões diplomáticas por 'grave' ameaça terrorista

Sexta: EUA emitem alerta de viagem global por ameaça da Al-Qaeda

Os EUA também emitiram um alerta aos seus cidadãos que estão no Iêmen para que deixem o país imediatamente, devido à ameaça de "ataques terroristas". As novas medidas foram tomadas após Washington ter feito um alerta de segurança na sexta-feira, que levou ao fechamento de várias embaixadas ocidentais no Iêmen e de diversas missões diplomáticas do país no Oriente Médio e na África.

"Como os número das equipes na embaixada será restrito, nossa habilidade de atender cidadãos em uma emergência ede  fornecer serviços consulares de rotina permanecem limitados", afirmava o comunicado emitido pelo Departamento de Estado.

Até sábado: EUA mantêm fechadas missões diplomáticas em 19 cidades

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Uma autoridade da inteligência dos EUA e um diplomata do Oriente Médio afirmaram à Associated Press que o atual fechamento de embaixadas no Oriente Médio e na África foi causado após a interceptação de uma mensagem secreta do chefe da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahri, para Nasir al-Wuhayshi, líder da franquia da rede terrorista baseada no Iêmen e na Península Arábica, sobre planos de um grande ataque terrorista. As autoridades falaram em condição de anonimato, pois não estavam autorizadas a discutir o assunto publicamente.

Essa informação foi publicada primeiramente no jornal americano The New York Times. A franquia iemenita da Al-Qaeda é considerada uma das mais perigosas da rede.

Também nesta terça-feira, os EUA mataram líderes terroristas no Iêmen com ataques de aviões não tripulados (drones). Autoridades de segurança do país disseram que um drone americano matou quatro supostos membros da Al-Qaeda em uma província do leste do país. O drone disparou um míssil em um carro que levava quatro homens, fazendo com que ele pegasse fogo, matando todos os passageiros, segundo as autoridades.

Awlaki: Clérigo ligado à Al-Qaeda e nascido nos EUA é morto no Iêmen

As autoridades iemenitas, que falaram em condição de anonimato, disseram que um dos mortos provavelmente era Saleh Jouti, um membro sênior da Al-Qaeda. Esse é o quarto ataque de drone na semana que atinge um carro que, supostamente, levava membros da Al-Qaeda.

No domingo, o Departamento de Estado fechou um total de 22 missões diplomáticas. Na segunda-feira, divulgou que destas, 19 seriam mantidas fechadas até o próximo sábado, 10 de agosto. Entre elas estão postos em Bangladesh, no Norte da África, no Oriente Médio e também no Leste da África, incluindo Madagascar, Burundi, Ruanda e Maurício.

O gabinete britânico também anunciou que retirou toda sua equipe de sua embaixada do Iêmen, devido à segurança. O gabinete disse que os funcionários britânicos da embaixada seriam "temporariamente retirados e enviados para o Reino Unido". Anteriormente, o país havia dito que a embaixada permaneceria fechada até o final desta semana.

AP
Líder da Al-Qaeda Ayman al-Zawahri em foto de arquivo

As conversas interceptadas entre Zawahri, que sucedeu a Osama bin Laden como líder da rede global terrorista, e Wuhayshi revelaram uma das conspirações mais sérias contra os interesses americanos e ocidentais desde os ataques do 11 de Setembro de 2001, disseram funcionários de inteligência e legisladores.

É altamente incomum que líderes graduados da Al-Qaeda no Paquistão, onde Zawahri está baseado, discutam questões operacionais com afiliadas do grupo, então quando as interceptações entre os dois líderes graduados foram coletadas e analisadas na semana passada, autoridades na CIA, no Departamento de Estado e na Casa Branca imediatamente notaram que eram importantes. Membros do Congresso rapidamente receberam informações sobre o caso, disseram funcionários americanos.

A Al-Qaeda na Península Arábica tentou lançar vários ataques em anos recentes. Uma delas foi a tentativa de explodir um avião transatlântico sobre Detroit em 25 de dezembro de 2009 com explosivos costurados na cueca de um passageiro. Meses antes, o grupo tentou matar um chefe de inteligência saudita com uma bomba implantada cirurgicamente no corpo do agressor.

Autoridades americanas acreditam que tais bombas foram construídas por Ibrahim al-Asiri, um dos líderes do grupo que o governo Obama tenta matar como parte de uma campanha no Iêmen usando aviões não tripulados (drones).

Com AP e New York Times

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