EUA mantêm missões diplomáticas em 19 cidades fechadas até o fim da semana

Por iG São Paulo |

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Grave ameaça terrorista fez país manter fechada durante o domingo missões em 22 cidades no mundo muçulmano

Missões diplomáticas dos EUA em 19 cidades do mundo muçulmano permanecerão fechadas ao menos até o fim desta semana devido a temores de que a Al-Qaeda pudesse lançar um ataque, informou o departamento de Estado. Segundo o senador Saxby Chambliss, o republicano mais graduado na Comissão de Inteligência do Senado, a ameaça terrorista é a mais grave contra o país em anos.

Leia mais: EUA fecham 22 missões diplomáticas por 'grave' ameaça terrorista

Sob ameaça: EUA fecharão embaixadas no mundo muçulmano no domingo

AP
Soldado iemenita inspeciona carra em posto de controle em rua que leva à Embaixada dos EUA em Sanaa, Iêmen

Sexta: EUA emitem alerta de viagem global por ameaça da Al-Qaeda

O porta-voz do Departamento de Estado Jen Psaki disse que a decisão de manter algumas embaixadas e consulados fechados é um sinal de "excesso de cautela" e "não é uma indicação de uma nova ameaça".

Complexos diplomáticos permanecerão fechados no Egito, na Jordânia, na Líbia, no Iêmen, na Arábia Saudita e no Kuwait, entre outros países, até sábado, 10 de agosto. O anúncio do departamento no domingo acrescentou outras missões em Madagascar, Burundi, Ruanda e Maurício.

Na segunda-feira, os EUA decidiram reabrir alguns postos, incluindo o de Cabul, no Afeganistão, e de Bagdá, no Iraque.

As interceptações da inteligência fizeram com que o Reino Unido, a Alemanha, e a França fechassem suas embaixadas no Iêmen no domingo e na segunda-feira. Autoridades britânicas disseram que sua equipe no Iêmen havia sido retirada "por motivos de segurança". A França informou nesta segunda que estenderia o fechamento de sua embaixada na capital iemenita até quarta-feira.

Dia 22: Militantes da Al-Qaeda escapam de prisões em fuga no Iraque

Dia 27: Mais de mil detentos fogem de prisão na Líbia

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A Interpol, agência de inteligência baseada na França, também emitiu um alerta de segurança global em conexão com o suposto envolvimento da Al-Qaeda em recentes fugas da prisão, como a do Paquistão em 31 de julho em uma operação liderada pelo Taleban e no Iraque, na prisão de Abu Ghraib, durante a noite de 22 de julho. Cerca de 500 presos, entre eles altos membros da Al-Qaeda, escaparam de Abu Ghraib. Mais de 1,1 mil presos fugiram de uma prisão nos arredores de Benghazi em 27 de julho.

O governo Obama anunciou na sexta-feira que os postos seriam fechados no fim de semana e o Departamento de Estado emitiu um alerta global de viagem, informando que a Al-Qaeda ou seus aliados poderiam atingiu interesses do governo dos EUA ou de americanos individuais.

O senador Chambliss afirmou que a comunicação entre os suspeitos de terrorismo, monitorada eletronicamente, sobre o planejamento de um possível ataque "lembram muito do que vimos antes do 11 de Setembro". "Há uma enorme quantidade de conversas lá fora", disse ao programa da NBC "Meet the Press".

O congressista C.A. Dutch Ruppersberger, o democrata mais graduado no comitê de inteligência da Câmara, disse à rede de TV ABC que a ameaça interceptada de "membros da Al-Qaeda de alto escalão na Península Arábica" era sobre "um grande ataque".

Com AP

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