Missão africana aprova eleição no Zimbábue, mas pede investigação de denúncias

Por iG São Paulo |

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Chefe do grupo de monitoramento da União Africana disse que eleição foi livre; adversário de líder denuncia fraude

As eleições do Zimbábue receberam uma aprovação cautelosa nesta sexta-feira (2) do chefe do grupo de monitoramento da União Africana, apesar das acusações de fraude eleitoral levantadas pelo principal adversário do presidente Robert Mugabe e por um grupo local que também oservou o processo de votação.

Leia mais: Adversário de Mugabe denuncia fraude nas eleições do Zimbábue

AP
Ex-presidente da Nigéria Olusegun Obasanjo, chefe da missão observadorada União Africana, fala com a mídia no Zimbábue em Harare

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Olusegun Obasanjo, chefe da missão observadora da União Africana, disse que seus monitores notaram algumas aparentes irregularidades, mas que não constituíram evidências de fraude sistêmica. Os partidários de Mugabe rejeitaram as acusações de fraude e reivindicaram vitóri.

"Sim, a eleição é livre", disse Obasanjo. Ele descreveu a votação como crível, a menos que surja qualquer evidência do contrário.

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Entretanto, ele pediu que as autoridades eleitorais investiguem relatos de que milhares de zimbabuanos foram impedidos de votar, e publiquem o número exato de eleitores no país. Outro grupo de monitoramento no Zimbábue disse que 1 milhão dos mais de 6 milhões aptos a votar não conseguiram depositar suas cédulas nas urnas.

"Se 25% dos eleitores foram impedidos, então, sim, a eleição foi fatalmente falha", disse Obasanjo, ex-presidente da Nigéria. Sua missão possuía 70 observadores.

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O primeiro-ministro Morgan Tsvangirai, principal adversário de Mugabe na corrida presidencial, declarou a eleição como "nula e inválida".

Segundo resultados parciais anunciados pela comissão eleitoral na manhã desta sexta, o partido de Mugabe, ZANU-PF, conquistou 54 dos 210 assentos do Parlamento, e a legenda de Tsvangirai ganhou 19 até o momento. O resultado oficial completo da eleição presidencial e parlamentar tem divulgação prevista para segunda-feira.

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Obasanjo disse que a votação foi pacífica, mas observadores notaram "incidências que poderiam ter sido evitadas e até mesmo tenderam a violar a lei".
Monitores eleitorais independentes afirmaram que muitos eleitores foram incapazes de votar por causa da desorganização nas listas de votação e um caótico programa para registro de votantes.

Com AP

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