Premiê espanhol diz que errou ao confiar em ex-tesoureiro, mas rejeita acusações

Por Reuters | - Atualizada às

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Premiê Mariano Rajoy e outros líderes do Partido Popular foram acusados de ter recebido pagamentos ilegais

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O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, reconheceu nesta quinta-feira (1º) que cometeu um erro na forma como lidou com um escândalo de corrupção no Partido Popular (PP), de centro-direita, mas negou vigorosamente que ele ou outros líderes do partido governista tenham recebido pagamentos ilegais.

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Essa foi a primeira vez que Rajoy admitiu qualquer erro desde a revelação, em janeiro, do escândalo envolvendo o ex-tesoureiro do PP Luis Bárcenas - que está preso aguardando julgamento por acusações de suborno, evasão fiscal e outros crimes -, que supostamente colocou até 48 milhões de euros em contas bancárias na Suíça.

Bárcenas, que deixou o cargo em 2009 mas continuou a receber apoio financeiro do partido, disse a um juiz que recolheu milhões de euros em doações em dinheiro de magnatas da construção e fez pagamentos a altos integrantes do PP, incluindo Rajoy.

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O primeiro-ministro, abrindo um debate no Parlamento sobre o escândalo, disse que seu erro foi confiar em Bárcenas, mas não fez nenhuma admissão de delito. "Posso resumir em duas palavras. Estava errado. Sinto muito, mas é assim. Eu estava errado em confiar em alguém que sabemos agora que não merecia isso."

O primeiro-ministro disse que sempre declarou todos os seus rendimentos ao Fisco e afirmou que uma investigação judicial vai provar que não houve financiamento ilegal do partido.

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Rajoy reconheceu que o escândalo danificou a credibilidade dele e de seu partido, bem como a imagem da Espanha no exterior, num momento em que o país já enfrenta um alto índice de desemprego, uma economia encolhendo e um déficit enorme no orçamento.

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