Taleban ataca prisão no Paquistão e liberta mais de 200 detentos

Por iG São Paulo |

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Segundo autoridades, cerca de 250 foram libertados, incluindo 25 'terroristas perigosos'; 14 morrem em ataque

Dezenas de combatentes do Taleban armados com bombas e granadas atacaram uma prisão no Paquistão libertando cerca de 250 detentos, incluindo 25 "terroristas perigosos", informaram autoridades.

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Os militantes mataram seis policiais, seis prisioneiros muçulmanos xiitas e dois civis durante o ataque na noite de segunda-feira na cidade de Dera Ismail Khan, disse o comissário civil da cidade, Mushtaq Jadoon.

Segundo Jadoon, um dos xiitas foi decapitado e 253 prisioneiros escaparam, incluindo 30 líderes militantes e seis pessoas no corredor da morte. Outros 15 policiais também ficaram feridos.

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Cerca de 70 militantes chegaram à prisão de carro e motocicleta por volta das 23h30 para dar início ao ataque que durou cerca de quatro horas e meia até que a maioria dos combatentes escapassem, disseram autoridades de inteligência em condição de anonimato.

O ataque teve início com uma forte explosão que, segundo um morador, Sharafat Khan, foi tão alta que "chacoalhou todas as casas do bairro". Os militantes então detonaram dezenas de bombas menores em diferentes pontos nas paredes das prisão, provocando seu desabamento, segundo Jadoon. Eles também usaram granadas durante o ataque.

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Ao menos oito militantes disfarçados de policiais entraram na prisão com motos adornadas com bandeiras do Taleban e usaram megafones para chamar nome por nome prisioneiros específicos pelos quais estavam procurando.

O porta-voz do Taleban paquistanês reivindicou responsabilidade pelo ataque, dizendo que 150 militantes participaram da ação na qual 300 prisioneiros haviam sido libertados. Oito dos militantes possuíam explosivos atrelados aos seus corpos, mas apenas dois os detonaram.

A operação cuidadosamente planejada reforça a capacidade do ramo paquistanês do Taleban, um desmembramento dos insurgentes islâmicos sunitas com o mesmo nome no vizinho Afeganistão.

Apesar de promissoras negociações de paz com os insurgentes durante uma campanha eleitoral no início deste ano, o primeiro-ministro Nawaz Sharif parece estar aceitando que o uso da força militar pode ser inevitável após uma série de fortes ataques.

Com AP e Reuters
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