Premiê italiano participa de missa durante velório em Pozzuoli; muitos dos passageiros mortos eram parentes

Reuters

Milhares de parentes e amigos lotaram nesta terça-feira (30) um ginásio esportivo no sul da Itália para se despedir de 38 vítimas fatais de um dos piores acidentes rodoviários na história do país, ocorrido quando um ônibus caiu de um viaduto com 25 metros de altura.

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Parentes e amigos velam vítimas de queda de ônibus de viaduto no sul da Itália
AP
Parentes e amigos velam vítimas de queda de ônibus de viaduto no sul da Itália

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O primeiro-ministro Enrico Letta, que decretou luto nacional de um dia, esteve entre os cerca de 4 mil presentes ao velório. O acidente ocorreu no domingo, quando o ônibus voltava de uma excursão.

"Essa tragédia afetou a todos. Foi um soco nos nossos corações, e afetou toda a cidade", disse Salvatore Gritti, que perdeu um amigo.

Entre as vítimas havia várias crianças. Muitos dos passageiros viviam em Pozzuoli, cidade nos arredores de Nápoles, e muitos eram parentes, o que deu contornos mais dramáticos ao velório no ginásio.

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"Eu tinha duas sobrinhas com seus respectivos maridos ( que morreram ), mais quatro outras que ficaram feridas", disse Luciano Ariello.

Promotores estão investigando o acidente, mas ainda não há pistas divulgadas sobre possíveis causas. O corpo do motorista será submetido a autopsia, e peritos analisam possíveis falhas técnicas no ônibus e nas muretas do viaduto.

O desastre rodoviário ocorre poucos dias depois de um acidente ferroviário na Espanha que deixou 79 mortos. O condutor, que sobreviveu, foi acusado de homicídio culposo .

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Segundo jornais italianos, antes do acidente o ônibus foi visto em alta velocidade, apesar dos limites claramente indicados na rodovia A16, nos arredores de Nápoles.

O ônibus bateu em vários carros, e diversas testemunhas relataram ter visto a carroceria danificada e uma porta traseira aberta ou faltando, o que sugere que o motorista tinha dificuldades para controlar o veículo antes da queda.

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