Francisco Garzón é suspeito de "ter uma eventual responsabilidade" pelo acidente que deixou 78 mortos

O condutor do trem que descarrilou no noroeste da Espanha, na última quarta-feira (24), matando 78 pessoas, recebeu alta do hospital neste sábado (27), mas permanecia sob custódia da polícia antes de apresentar-se perante um juiz para ser interrogado.

Francisco José Garzón Amo, de 52 anos, recebeu tratamento para um ferimento na cabeça em consequência do acidente. Segundo o chefe da polícia federal para a região da Galícia, Jaime Iglesias, o condutor não pôde dar declarações antes por causa da sua condição médica.

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Condutor do trem Francisco José Garzón Amo recebe ajuda de dois homens ao ser retirado do local do acidente de trem em Santiago de Compostela, Espanha
AP
Condutor do trem Francisco José Garzón Amo recebe ajuda de dois homens ao ser retirado do local do acidente de trem em Santiago de Compostela, Espanha












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"Ele foi preso sob acusação de homicídio por imprudência", disse o ministro do interior espanhol, Jorge Fernández Diaz, em um quartel da polícia em Santiago de Compostela, cidade próxima do local onde ocorreu o descarrilamento.

"Há evidências que nos levam a crer que o condutor pode ter uma eventual responsabilidade", disse o ministro à jornalistas. Fernandez Diaz afirma que Garzon se apresentará a um juiz na tarde deste domingo (28) e que ele tem o direito de permanecer calado, "embora ele possa mudar de ideia sobre isso", disse o ministro.

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A polícia já havia afirmado que Garzon, que está detido desde quinta-feira, era suspeito de "imprudência" por dirigir o trem em uma velocidade alta demais em uma curva nas imediações de Santiago.

Os sobreviventes e famílias das vítimas do acidente de trem mais grave em décadas na Espanha estavam desesperados por respostas três dias depois de o trem descarrilar em uma acentuada curva, tendo se chocado contra uma parede de concreto.

Vários corpos ainda não foram identificados e dezenas de feridos estão no hospital em estado de saúde grave.

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