Raptor de mulheres em Ohio se declara culpado para escapar da pena de morte

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Sob acordo, Ariel Castro, que vai a julgamento no dia 1º, deve ser sentenciado à prisão perpétua sem condicional

O homem acusado de manter três mulheres em cativeiro em sua casa por uma década concordou nesta sexta-feira em declarar-se culpado em um acordo para escapar da pena de morte. Em troca, Ariel Castro seria sentenciado à prisão perpétua sem direito à condicional e mais 1 mil anos, disseram promotores.

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AP
Ariel Castro é visto de pé perante juiz durante denúncia judicial em Cleveland, Ohio (17/7)

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Castro foi a uma corte na manhã desta sexta para fazer a declaração. Quando questionado se ele entendia que nunca seria libertado da prisão, Castro disse: "Sim, entendo isso, excelentíssimo." E acrescentou: "Sabia que seria severamente punido."

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O acordo surge mais de um mês depois de uma declaração emitida em nome das mulheres dizer que elas "esperavam uma resolução rápida e justa" e tenham "grande esperança no gabinete do promotor e na Justiça".

Está previsto que Castro, 53, seja julgado em 1º de agosto sob um processo com 977 acusações. O indiciamento inclui duas acusações de assassinato relacionadas à informação de que ele espancou uma mulher e a fez passar fome até que abortasse. O ex-motorista de ônibus escolar também está sob centenas de acusações de sequestro e estupro, além de agressões.

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Ele foi acusado de repetidamente conter os movimentos das mulheres, algumas vezes as acorrentando em um poste no porão, em um aquecedor no banheiro ou dentro de uma van. As acusações alegam que Castro agrediu uma mulher com o fio de um aspirador de pó ao redor de seu pescoço quando ele tentou fugir.

O ponto de discórdia em um acordo judicial vinha sendo se o promotor descartaria a pena de morte. O promotor do Condado de Cuyahoga manteve a questão sob revisão.

As três mulheres desapareceram separadamente entre 2002 e 2004, quando tinham 14, 16 e 20 anos. Elas relataram terem aceitado uma carona de Castro, que manteve a amizade com a família de uma das raptadas e até mesmo compareceu durante anos a vigílias que marcavam seu desaparecimento.

As mulheres escaparam da casa de Castro em 6 de maio, quando uma delas quebrou parte de uma porta e pediu a ajuda de vizinhos. Castro foi preso horas depois e permanece atrás das grades desde então.

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A notícia de que Amanda Berry, Gina Dejesus e Michelle Knight foram encontradas com vida eletrificou a área de Cleveland, onde duas delas eram nomes familiares depois de anos de buscas, publicidade e vigílias. Mas a alegria logo se transformou em choque assim que surgiram os relatos sobre como foram tratadas.

Castro tem uma filha de 6 anos com Amanda, dizem autoridades. Eles contam que no dia em que ela nasceu, no Natal de 2006, Castro estuprou uma das outras mulheres que ajudou no parto. Amanda relatou às autoridades que ela, sua filha e as outras mulheres nunca viram um médico no período em que foram mantidas em cativeiro. 

Michelle disse que abortou cinco vezes depois que Castro a fez passar fome e a espancou repetidamente na barriga.

*Com AP

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