Autoridades não descartam que aumente número de vítimas; seis corpos ainda seguem sem identificação

A Polícia Científica da Espanha rebaixou de 80 para 78 o número de mortos no descarrilamento do trem em Santiago de Compostela , no noroeste da Espanha. Segundo o comissário chefe da Polícia Científica, Antonio De Amo, a correção nos números se deve ao fato da existência de restos mortais que, inicialmente, foram tidos como pertencentes a vítimas diferentes, mas que se provou serem da mesma.

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Parte externa do trem é vista no local do acidente em Santiago de Compostela, noroeste da Espanha
Reuters
Parte externa do trem é vista no local do acidente em Santiago de Compostela, noroeste da Espanha

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De Amo afirmou também que não descarta que o número de vítimas fatais aumente nas próximas horas. O presidente do Tribunal Superior de Justiça da Galícia confirmou os dados de 72 mortos, identificados pelas impressões digitais. Segundo ele, entre os restos mortais localizados não havia nenhum carbonizado, mas sim com alto grau de fragmentação.

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Seis vítimas seguem sem identificação e De Amo afirmou que o reconhecimento de todas as vítimas pode levar "horas ou semanas". Os mortos, segundo De Amo, são de várias regiões da Espanha, mas também da Argélia, México e EUA.

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O condutor do trem envolvido no acidente foi formalmente detido informou nesta sexta-feira o chefe da polícia federal para a região da Galícia, Jaime Iglesias.

Segundo Iglesias, o condutor Francisco José Garzón Amo está no hospital onde se recupera dos ferimentos. 

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Iglesias afirmou nesta sexta que Garzón Amo seria interrogado "como um suspeito por um crime relacionado à causa do acidente". Ele disse que o condutor está sendo vigiado pela polícia e ainda não pôde testemunhar por causa de sua condição médica. Iglesias não tinha detalhes de seu estado de saúde, mas disse que sua condição deveria atrasar o seu testemunhos.

Com AP e informações do jornal espanhol El Mundo

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