Manifestantes impedem saída de legisladores de Parlamento na Bulgária

Por iG São Paulo |

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Em protesto há 40 dias, centenas cercam prédio para tentar depor governo socialista que assumiu neste ano

A polícia na Bulgária usou a força contra manifestantes que tentaram evitar a retirada de ministros e legisladores cercados dentro do Parlamento em Sófia. Quatro pessoas ficaram feridas.

Fevereiro: Parlamento da Bulgária aceita renúncia do governo

Reuters
Manifestantes opostos ao governo socialista tentam impedir passagem de ônibus com legisladores em Sófia, Bulgária

Vídeo: Homem sobe em palanque e aponta arma para político búlgaro

Os protestos antigoverno que acontecem há 40 dias na capital escalaram na noite desta terça-feira quando centenas de manifestantes impediram a saída das autoridades do Parlamento em uma tentativa de depor o governo de esquerda.

Um ônibus chegou ao Parlamento para escoltar as autoridades, mas os manifestantes se recusaram a deixar o veículo partir, formando uma corrente humana e lançando pedras contra o veículo.

Os manifestantes gritaram "Assassinos" enquanto dezenas de policiais os empurravam para abrir caminho para o ônibus. Depois de uma hora, o ônibus teve de retornar ao prédio. Entre as vítimas dos choques estão algumas com ferimentos na cabeça.

Um total de 109 pessoas - incluindo três ministros, cerca de 30 legisladores, jornalistas e funcionários do Parlamento - continuam presas dentro do prédio, de acordo com a TV Nacional, que transmite os eventos ao vivo. Os manifestantes dizem estar determinados a manter o bloqueio até que suas reivindicações sejam atendidas.

O presidente Rosen Plevneliev emitiu uma declaração conclamando os manifestantes a manter os protestos "pacíficos e civilizados". Ele também fez um apelo para que a polícia não ceda à pressão e mantenha uma resposta pacífica às manifestações.

Maio: Centro-direita vence, mas deve ter dificuldade de formar governo

O governo apoiado pelos socialistas ficou em segundo em eleições antecipadas em maio e assumiu após a centro-direita fracassar em formar um governo. A votação antecipada ocorreu após a renúncia de um gabinete anterior em meio a protestos contra medidas de austeridade. O governo detém apenas 120 dos 240 assentos do Parlamento e tem de contar com o apoio tácito de um partido nacionalista.

A nomeação do controvertido magnata da mídia Delyan Peevski como chefe da agência de segurança nacional desatou um ultraje público e protestos diários desde 14 de junho. A nomeação foi imediatamente revogada, mas os manifestantes insistem que o governo é corrupto e precisa renunciar.

Pesquisas públicas recentes mostram que eles têm o apoio de cerca de dois terços da população de 7,3 milhões da Bulgária, que tem a menor renda da União Europeia.

*Com AP

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