Ex-ministro da Defesa descarta ser o candidato da direita em eleição no Chile

Por Reuters |

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Desistência abre caminho para candidatura única de coalizão de direita em favor da economista Evelyn Matthei

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O ex-ministro da Defesa do Chile Andrés Allamand descartou nesta terça-feira a possibilidade de disputar a eleição presidencial chilena, aumentando as chances de a dividida direita do país apoiar uma economista para tentar vencer a ex-presidente Michelle Bachelet na disputa marcada para novembro.

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O moderado Allamand, que pediu demissão do cargo de ministro em novembro, era visto como uma das melhores esperanças da direita de afastar os eleitores da popular Bachelet, de centro-esquerda. Seu partido de centro-direita, o Renovación Nacional, e o mais conservador Unión Democrata Independiente, estão juntos em uma coalizão chamada Alianza.

Depois de perder a eleição primária para Pablo Longueira, da UDI, em junho, a estrela de Allamand parecia estar em ascensão novamente quando Longueira surpreendentemente desistiu de ser o candidato da coalizão por causa de problemas de saúde.

Mas nesta terça-feira Allamand descartou definitivamente uma candidatura presidencial em 2013 e sugeriu que sua decisão vai aumentar a probabilidade de seu partido apoiar Evelyn Matthei, uma economista escolhida como candidata pela UDI no sábado.

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"Estou certo de que a minha retirada absoluta do cenário presidencial vai contribuir para isso (acordo para um candidatura única) acontecer", disse do lado de fora da sede de seu partido em Santiago.

O partido de Allamand ainda pode declarar apoio a um candidato alternativo, mas sua decisão de se retirar torna provável que Matthei disputará com Bachelet a eleição de 17 de novembro, a primeira na história do país em que as duas principais candidaturas são de mulheres.

As duas também devem enfrentar uma série de concorrentes de partidos menores, o que deve levar a disputa a um segundo turno, que seria disputado em 15 de dezembro.

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Bachelet, uma social-democrata, foi presidente entre 2006 e 2010 e depois assumiu uma entidade da Organização das Nações Unidas (ONU) voltada para as mulheres. Ela deixou esse cargo no início deste ano para disputar a presidência.

A legislação chilena proíbe um governante de ter dois mandatos seguidos, por isso o atual presidente, o conservador Sebastián Piñera, está fora da disputa.

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