Campanha lançada na Alemanha pede pistas para localizar criminosos nazistas

Por AP | - Atualizada às

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Centro Simon Weisenthal promete recompensa de até 25 mil euros por dados que levem à captura de 60 suspeitos

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O Centro Simon Wiesenthal lançou uma campaha em pôster em várias cidades alemãs nesta terça-feira apelando por ajuda para rastrear os últimos criminosos nazistas sobreviventes que ainda não foram levados à Justiça e promete uma compensação para aqueles que fornecerem informações úteis.

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Efraim Zuroff, principal caçador de nazistas do Simon Wiesenthal, é visto perante cartaz de campanha que pede auxílio para rastrear criminosos de guerra na Alemanha

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Cerca de 2 mil pôsteres retratando o portão de entrada do campo de concentração de Auschwitz foram espalhados nas cidades de Berlim, Hamburgo e Colônia pedindo ao público que apresente informações que possam levar à prisão de nazistas cerca de sete décadas depois do fim do Terceiro Reich de Adolf Hitler.

"Infelizmente, poucos que cometeram os crimes tiveram de pagar por eles", disse em Berlim Efraim Zuroff, o principal caçador nazista do centro judaico com base nos EUA. "A passagem do tempo de nenhuma forma diminui os crimes."

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O Centro Wiesenthal pede que pistas sejam passadas em uma linha de telefone na Alemanha com o maior detalhamento possível.

Sob a foto em preto e branco exposta no pôster do campo de concentração, estão impressas em alemão as seguintes palavras em vermelho: "Tarde, mas não tarde demais. Milhões de inocentes foram assassinados por criminosos de guerra nazistas. Alguns dos perpetradores estão livres e vivos! Ajude-nos a levá-los à Justiça."

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Uma recompensa de 5 mil euros será paga pela informação em consequência do indiciamento de um suspeito, outros 5 mil euros pela condenação e adicionais cem euros por dia de prisão - até 150 dias -, em um total máximo de 25 mil euros, disse Zuroff.

Zuroff, que é diretor da sucursal de Israel do Centro Weisenthal, estimou haver cerca de 60 pessoas vivas na Alemanha que poderiam enfrentar um julgamento pelo crimes que supostamente cometeram. Elas são suspeitas de terem atuado como guardas em campos de concentração nazistas ou serem membros de esquadrões da morte responsáveis por assassinatos em massa, particularmente no início da guerra, antes de os campos de concentração serem estabelecidos.

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A medida faz parte da iniciativa "Operação Última Chance 2" da instituição. Ela surge mais de dois anos depois de promotores alemães dizerem que a condenação exitosa de John Demjanjuk havia estabelecido um precedente que lhes permitia reabrir centenas de investigações e processar ex-guardas de campos de concentração como cúmplices de assassintato, mesmo que não pudessem provar que os réus tivessem pessoalmente matado alguém.

Demjanjuk foi considerado culpado em maio de 2011 de dezenas de acusações de cumplicidade de assassinato depois que uma corte de Munique descobriu que ele atuou como guarda do campo nazista de Sobibor. Ele negou as acusações e morreu durante a apelação do caso.

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