Norueguesa acusada por fazer sexo fora do casamento está livre para deixar Dubai

Por iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Marte Dalelv, que alega ter sido estuprada por colega de trabalho, havia sido sentenciada a 16 meses pela Justiça

Uma norueguesa que alega ter sido estuprada em Dubai disse no domingo (21) que as autoridades haviam voltado atrás da sentença de 16 meses imposta a ela por fazer sexo fora do casamento e ela está livre para deixar o país. "Estou muito, muito feliz", disse Marte Deborah Dalelv.

Leia mais: Moradores de Dubai querem estrangeiros com mais roupa

AP
Marte Deborah Dalelv concede entrevista à Associated Press em Dubai (19/7)

Acelerado: Crescimento rápido de Dubai esgota seus recursos

A sentença contra Dalelv na semana passada provocou indignação generalizada no Ocidente. Dalelv afirma que foi estuprada em março por um colega de trabalho, mas foi acusada por fazer sexo fora do casamento depois de ter comparecido à polícia. Sua decisão de ir a público e falar sobre a sentença na semana passada em uma série de entrevistas pressionou as autoridades de Dubai.

"Devolveram meu passaporte. Fui perdoada", disse Dalelv, que trabalhava para uma empresa de design de interiores em Catar e estava em Dubai para um encontro de negócios onde o suposto estupro aconteceu.

Leia mais: Turista suíça é vítima de estupro coletivo na Índia

Saiba mais: Para vítimas de estupro na Índia, polícia é parte do problema

Não ficou imediatamente claro se o perdão foi concedido devido à tradição de clemência durante o mês sagrado do Ramadã. Também não se sabe se as autoridades vão manter a sentença contra o suposto estuprador, identificado como um sudanês de 33 anos acusado por consumir álcool e fazer sexo fora do casamento. Enquanto as bebidas alcóolicas são permitidas em hotéis e restaurantes, intoxicação pública pode levar a sérias acusações.

"Eu tenho minha vida de volta", disse Dalelv. "Esse é um grande dia."

Na Noruega, o chanceler Espen Barth Eide publicou em seu Twitter a mensagem: "Marte está livre! Obrigado a todos que se inscreveram para ajudar."

Ação: Contra estupro, partido distribui facas e pimenta para mulheres na Índia

Barth Eide disse à agência de notícias norueguesa NTB que a atenção da imprensa internacional e as medidas diplomáticas norueguesas ajudaram Dalelv, que foi liberada após apelação, com sua próxima audiência marcada para setembro. A Noruega também relembrou os Emirados Árabes Unidos de suas obrigações sob os acordos da ONU para investigar seriamente alegações de violência contra mulher.

"Os Emirados Árabes Unidos e Dubai está mudando a sociedade rapidamente. Essa decisão não afetará apenas Marte Dalelv, que pode viajar para casa agora se desejar, mas também servirá como um alerta sobre a situação legal em muitos outros países", disse Barth Eide, segundo a NTB.

Razões: Por que a Índia trata tão mal suas mulheres?

Dalelv disse que planeja deixar Dubai cedo, mas "primeiro, tenho que agradecer algumas pessoas especiais", incluindo grupos locais que a ajudaram. Ela está em um centro de ajuda humanitária ligado a Noruega.

Em entrevista à AP na semana passada, ela disse que se recordava de ter deixado o lobby do hotel e pediu que a polícia fosse chamada após o suposto ataque. A equipe do hotel perguntou se ela tinha certeza de que queria envolver a polícia no caso. "Claro que eu quero chamar a polícia", ela disse. "Essa é a reação natural de onde eu vim."

Ela disse ter ficado sob custódia por quatro dias antes de conseguir falar com seu padastro na Noruega. O chanceler norueguês disse que autoridades "de alto escalão" do país, incluindo ele próprio, ficaram em contato diário com seus colegas nos Emirados Árabes Unidos desde então.

Com AP

Leia tudo sobre: noruegadubaiemirados árabes unidosestuprosexo

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas