Manifestações por 'Justiça para Trayvon' ganham apoio de celebridades nos EUA

Por AP | - Atualizada às

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A cantora Beyoncé e o marido, Jay Z, foram às ruas em protesto pela morte do adolescente negro; ontem, Obama convidou americanos a 'reflexão' sobre questão racial

AP

Uma semana depois de um júri ter absovido George Zimmerman, acusado pela morte do adolescente Trayvon Martin, milhares de pessoas se reuniram neste sábado (20) em manifestações em todo os Estados Unidos para pressionar por mudanças nas leis em casos de crime cometidos em suposta letígima defesa, e contra a discriminação racial no País.

Obama: Trayvon Martin, jovem negro morto no ano passado, 'poderia ter sido eu'

EUA: Absolvição de acusado de matar jovem negro provoca protestos

A maioria dos protestos começou ao meio-dia. Em Nova York, centenas de pessoas - incluindo superstars da música Jay-Z e Beyoncé reuniram-se nas ruas. Eles deram apoio a mãe de Martin, Sybrina Fulton, em protesto pela absolvição do acusado pela morte de seu filho.

Associated Press
Beyoncé e o marido, Jay Z, apoiam a mãe de Travyon Martin

O caso da Flórida tornou-se um ponto de inflamação em diferentes debates nacionais sobre armas e as relações raciais. Zimmerman, que alegou agir em legítima defesa quando ele atirou em Martin, se identifica como latino-americano. Martin era negro.

A Rede de Ação Nacional, liderado pelo reverendo Al Sharpton, um proeminente ativista dos direitos civis, organizou uma marcha pedindo "Justiça para Trayvon". Manifestações e vigílias cercaram edifícios federais em pelo menos 101 cidades: Nova York, Los Angeles, Wichita, Kansas, e Atlanta. Muitos dos participantes carregavam cartazes: "Quem é o próximo?" "Eu sou Trayvon Martin". 

A mãe de Travyon disse à multidão que estava determinada a lutar por mudanças sociais e legais necessárias para assegurar que os jovens negros não sejam mais vistos com desconfiança por causa de sua cor de pele. "Hoje foi o meu filho. Amanhã ele pode ser seu", disse ela."Eu prometo a vocês que vou trabalhar para seus filhos também."

Obama

Parte dos comentários de Sharpton repetiram a fala do presidente Barack Obama na sexta-feira (19). Obama convidou a nação a fazer alguma procura da alma com a morte de Martin e a absolvição do seu atirador, dizendo que o adolescente negro morto "poderia ter sido eu, há 35 anos." Com empatia com o sofrimento de muitos negros norte-americanos, Obama disse que o caso conjurou uma história difícil de injustiça racial "que não vai embora."

Na sexta, Obama falou sobre a desconfiança que assombra muitos homens africano-americanos, dizendo que eles atraem olhares nervosos em elevadores e ouvem fechaduras de automóveis clicando quando andam pela rua. "Há muito poucos homens africano-americanos neste país que não tiveram a experiência de ser seguido quando foram fazer compras em uma loja de departamento", disse ele. "Isso inclui a mim."


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