Juiz mantém acusação mais grave contra soldado que vazou documentos ao WikiLeaks

Por iG São Paulo |

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Acusação de conluio com inimigo imposta contra Manning é punível com prisão perpétua sem direito à condicional

AP
Soldado Bradley Manning (D) é escoltado para sala judicial em Fort Meade antes de audiência em corte marcial

A juíza militar Denise Lind rejeitou nesta quinta-feira retirar a acusação mais grave contra o soldado que entregou milhares de documentos confidenciais para o site de vazamentos WikiLeaks.

Em 2011: Bradley Manning é acusado de 'conluio com o inimigo'

A acusação de conluio com o inimigo enfrentada por Bradley Manning é punível com a prisão perpétua sem direito à condicional. Lind, a juíza na corte marcial de Manning, rejeitou os pedidos da defesa de retirar essa acusação e outra sobre fraude de computação, decidindo que o governo apresentou algumas provas para apoiar cada elemento das acusações.

Lind ainda está considerando moções da defesa para absolver Manning de cinco acusações de roubo. Para condenar Manning, o governo deve provar as acusações sem deixar nenhum rastro de dúvida. Entretanto, tem de respeitar um padrão menos rigoroso para convencer Lind de que as acusações devem ser mantidas.

WikiLeaks: Bradley Manning se declara culpado de 'infrações leves'

Manning declarou-se culpado para versões reduzidas de algumas das acusações. Ele pode pegar até 20 anos de prisão por essas ofensas.

O soldado de 25 anos reconheceu ter dado ao grupo centenas de milhares de relatórios sobre o campo de batalha no Iraque e no Afeganistão, telegramas diplomáticos (conhecidos como "cabos") e vídeos e outros documentos das duas guerras. Ele baixou os arquivos no fim de 2009 e início de 2010 de uma rede de computador confidencial do governo enquanto trabalhava como analista de inteligência no Iraque. O WikiLeaks divulgou boa parte do material em seu site.

*Com AP

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