Em aniversário de 95 anos, Mandela apresenta 'melhora constante'

Por iG São Paulo |

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África do Sul celebra aniversário de ícone internado há 40 dias; segundo governo, estado de saúde tem progresso

A África do Sul celebra nesta quinta-feira (18) o aniversário de 95 anos de Nelson Mandela, um marco que vem acompanhado da notícia de que a saúde do ex-presidente do país está melhor após os temores de que ele estaria perto da morte durante sua internação no hospital.

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AP
Crianças do jardim de infância desejam feliz aniversário a Nelson Mandela do lado de fora do hospital em que ele está internado em Pretória

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"Madiba continua no hospital em Pretória, mas seus médicos confirmaram que sua saúde está melhorando de maneira constante", disse um comunicado do presidente Jacob Zuma, referindo-se ao nome de clã de Mandela.

"Como sul-africanos, temos orgulho de poder chamar esse ícone internacional de nosso e desejamos boa saúde a ele", disse Zuma no comunicado. Ele agradeceu aos sul-africanos por apoiar Mandela durante a internação com "amor e paixão eternos" e por responder ao pedido para dar a Mandela "a maior comemoração de aniversário da história esse ano".

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Mandela foi internado em 8 de junho para tratar, segundo o governo, de uma infecção pulmonar recorrente. Em anúncios anteriores, o governo havia afirmado que sua saúde estava em estado crítico, porém estável. Documentos judiciais apresentados pela família do ex-presidente no início desse mês diziam que Mandela continuava vivo com a ajuda de aparelhos e estava à beira da morte.

Zindzi, uma de suas filhas, disse que Mandela está fazendo "um notável progresso", após semanas tensas nas quais alguns sul-africanos falavam sobre a possibilidade que Mandela estava perto da morte. "Esperamos tê-lo de volta em casa em breve", disse Zindzi à Associação de Imprensa Sul-Africana.

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Essa quinta-feira também é marcada pelo 15º aniversário de casamento de Mandela e Graça Machel, a ex-primeira-dama de Moçambique que passou boa parte do tempo ao lado de seu marido durante os períodos de doença.

Escolas em toda a África do Sul honraram o líder antiapartheid em assembleias especiais, e muitos deram 67 minutos do seu dia para atividades de caridades - o tempo, segundo os organizadores, se refere aos 67 anos de serviço público prestado por Mandela, líder da luta contra o governo da minoria branca. Também são planejadas atividades na sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York e em outras partes do mundo.

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Em outra parte da África do Sul, assistentes sociais, comandantes militares, entre outros participaram de um mutirão para plantar árvores, pintar hospícios e doar comida, cobertores e outras necessidades básicas em regiões pobres. Médicos também administraram testes oftamológicos.

A ONU declarou o dia 18 de julho como o Dia Internacional de Nelson Mandela, como uma forma de reconhecer a contribuição dada pelo vencedor do Prêmio Nobel da Paz para a reconciliação do país. Na Índia, uma procissão honrava Mandela. Em Washington, EUA, líderes do Congresso planejam uma cerimônia para a noite desta quinta.

Mandela ficou preso por 27 anos sob o regime do apartheid e liderou uma difícil transição para a democracia, tornando-se presidente na primeira eleição multirracial em 1994. Seu mandato durou cinco anos e, depois de ano ligado a serviços de caridade, se aposentou da vida pública.

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O partido de Mandela, o Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês) foi o líder no movimento de liberação durante o apartheid e vem dominando a política desde o fim do regime. Entretanto, se tornou alvo de crescentes críticas por causa dos escândalos de corrupção e da frustração devido à extrema pobreza e outros problemas.

F.W de Klerk, o último presidente da era do apartheid, que foi laureado com o Nobel da Paz junto a Mandela, disse em comunicado que o aniversário de Mandela "deveria ser um momento de tranquila e pacífica contemplação - e não por brigas feias pela posse da herança de Mandela".

Ele continuou: "Ao longo de sua vida ele tem sido um leal e forte integrando do ANC - mas eu acredito que através de seu exemplo e através de seu comprometimento com a reconciliação nacional - todos os sul-africanos, independente de sua raça ou afiliação política, podem considerá-lo como seu."

Com AP

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