País passa por um dos piores momentos de violência dos últimos 50 anos. Aumenta temor de nova luta sectária

Reuters

Uma série de explosões em províncias predominantemente xiitas do Iraque matou pelo menos 24 pessoas neste domingo (14), disseram médicos e a polícia. Os ataques acontecem um dia depois de regiões sunitas em Bagdá terem sido alvos de três atentados, no sábado (13), que mataram outras 24 pessoas em áreas diferentes de Bagdá, capital do Iraque.

Atentados matam pelo menos 24 pessoas em regiões sunitas de Bagdá

O Iraque passa por um dos piores momentos de violência dos últimos 50 anos, o que aumenta os temores em torna da possibilidade do País voltar a registrar uma luta sectária generalizada, que atingiu o pico entre 2006 e 2007. Mais de 2.600 pessoas já morreram desde o início de abril.

Ataques suicidas matam pelo menos 24 pessoas em regiões sunitas de Bagdá
AP Photo/Emad Matti
Ataques suicidas matam pelo menos 24 pessoas em regiões sunitas de Bagdá








Um homem-bomba matou pelo menos quatro pessoas em uma mesquita xiita na cidade de Mussayab, e um carro-bomba explodiu em um movimentado mercado na cidade de Kut, matando cinco.

Além disso, três bombas explodiram uma após a outra perto da sede de um partido político xiita no reduto petrolífero de Basra, 420 quilômetros a sudeste de Bagdá, matando pelo menos oito pessoas, disse a polícia.

"Quando a primeira explosão aconteceu, eu corri para socorrer as vítimas. Vi dois ou três corpos queimados antes que a polícia me pediu para dar um passo atrás", disse um homem que se identificou apenas como Alaa. "Quando a polícia me obrigou a me afastar, a segunda explosão aconteceu."

Dois carros-bomba explodiram em um mercado em Nassiriya, 300 quilômetros a sudeste de Bagdá, matando duas pessoas. Outro carro-bomba matou quatro em um movimentado mercado na cidade sagrada xiita de Kerbala, 80 quilômetros a sudoeste da capital, informou a polícia.

Não estava claro quem estava por trás do ataque, mas insurgentes sunitas, incluindo do Estado Islâmico do Iraque, um grupo ligado à Al Qaeda, têm recuperado força nos últimos meses, dizem forças de segurança. Mais de 300 pessoas foram mortas até agora em julho, de acordo com um grupo de monitoramento da violência.

No sábado

A polícia disse que a primeira explosão foi um ataque suicída e aconteceu, por volta das 10h, perto do portão da Khalid bin al-Walid, mesquita localizada no bairro Doura. A área fica no sul da capital e é ocupada predominantemente por muçulmanos sunitas. Esse ataque foi logo após as orações que precedem o fim do jejum e deixou 16 mortos e 31 feridos.


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Pouco tempo depois, um carro-bomba explodiu em outro centro de adoração sunita, na área de Hay al-Jami'a, oeste de Bagdá. Essa explosão matou mais cinco pessoas e feriu outras 19, segundo a polícia e autoridades de saúde. Houve ainda um ataque separado em um funeral, a nordeste de Bagdá, que matou ainda três pessoas.

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