Grupo humanitário diz que conduta dos soldados é ilegal, pois idade de responsabilidade em Israel é de 12 anos

Reuters

Um grupo israelense de direitos humanos acusou na quinta-feira (11) o Exército por ter detido ilegalmente um menino palestino de 5 anos que teria atirado uma pedra na localidade de Hebron, na Cisjordânia.

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Um vídeo feito pelo grupo B'Tselem na terça-feira (9) mostra Wadi Maswadeh chorando ao ser cercado por soldados numa rua, e então colocado em um jipe militar na companhia de um palestino adulto.

As imagens, divulgadas na imprensa israelense, devem acirrar o debate sobre as políticas de Israel na Cisjordânia, onde o Exército protege colonos judeus.

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O B'Tselem disse que os soldados levaram Maswadeh à sua casa, onde pegaram o pai dele e retiveram os dois por mais meia hora, período em que o pai ficou amarrado e vendado. Pai e filho foram posteriormente entregues à polícia palestina, que os ouviu e liberou.

Falando depois a uma TV, Maswadeh admitiu ter jogado uma pedra. Disse que havia mirado em um cachorro, mas que sem querer acertou um carro.

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O B'Tselem disse que a conduta dos soldados com o menino foi ilegal, pois a idade de responsabilidade penal em Israel e na sua jurisdição da Cisjordânia é de 12 anos.

Em nota, o Exército disse que o menino estava colocando transeuntes em risco, e lembrou que mais de 150 israelenses se machucaram em incidentes semelhantes na Cisjordânia entre janeiro e maio.

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