Chefe de companhia ferroviária culpa engenheiro por explosão de trem no Canadá

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Segundo Burkhardt, engenheiro falhou em preparar freios de trem, que explodiu matando 20. Há 30 desaparecidos

O responsável pela companhia ferroviária dos EUA cujo trem cheio de petróleo colidiu contra uma cidade na Província de Quebec, no Canadá, explodindo e deixando ao menos 20 mortos, culpou um empregado pelo acidente. Segundo ele, o funcionário falhou em engatar adequadamente os freios do trem.

Sábado: Trem com petróleo explode no Canadá

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Presidente da Rail World Inc., Edward Burkhardt, dá entrevista durante visita a Lac-Megantic, Quebec, onde trem com petróleo explodiu em 6 de julho

Edward Burkhardt, presidente e CEO da Rail World Inc., fez seus comentários nesta quarta-feira durante visita a Lac-Megantic, onde cerca de 30 pessoas continuam desaparecidas. O número baixou em relação aos 60 anunciados previamente. Ainda não há explicação sobre o porquê da divergência. Burkhardt chegou com uma escolta da polícia e foi hostilizado pela população local. Segundo informou, um engenheiro foi suspenso sem pagamento.

Canadá: Sobe para 60 nº de desaparecidos em acidente de trem

"Acho que ele fez algo errado... achamos que ele engatou alguma coisa do freio de mão, mas a questão é se engatou o suficiente", disse Burkhardt. "Ele relatou ter engatado 11 freios de mão, mas pensamos que isso não é verdade. Inicialmente acreditamos nele, mas agora não."

O freio do trem se soltou na madrugada de sábado, fazendo com que a composição deslizasse colina abaixo em meio à escuridão por quase 11 km antes de descarrilar a 101 km/h dentro de Lac-Megantic, perto da fronteira do Maine (EUA), disseram investigadores. Todos menos um dos vagões carregavam petróleo. Ao menos cinco explodiram.

Despachantes ferroviários não tiveram chance de alertar ninguém durante a jornada de 18 minutos do trem porque não sabiam que o acidente acontecia, afirmaram autoridades da Comissão de Segurança dos Transportes.

Em uma coletiva, a governadora de Quebec, Pauline Marois, apontou as falhas da companhia em responder ao desastre. "Percebemos que há várias faltas da companhia ferroviária em ter ficado ausente e não ter-se comunicado com o público", afirmou Marois.

AP
Memorial improvisado é montado pelas vítimas da explosão de quatro vagões-tanque em Quebec (10/7)

Burkhardt afirmou que ficou em Chicago para lidar com a crise a partir de seu escritório, de onde tinha mais condições de se comunicar com as companhias de seguro e com funcionários em diferentes lugares, no que ele descreveu como dias com jornadas de 20 horas de trabalho.

O investigador de polícia de Quebec, Michel Forget, disse que lançavam uma ampla investigação criminal, mas descartou terrorismo como uma causa. Forget disse que várias possibilidades estão sob investigação, incluindo negligência criminal.

*Com AP

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