Na semana passada quatro países impediram o avião do presidente da Bolívia de voar em seu espaço aéreo

Reuters

A Bolívia exigiu aos embaixadores da França, Espanha, Portugal e Itália que informem na segunda-feira ao governo por que acreditaram que o ex-prestador de serviço da agência de espionagem dos EUA Edward Snowden viajava à bordo do avião do presidente Evo Morales na semana passada, em um voo que partiu de Moscou.

Leia mais:  Avião de presidente da Bolívia é desviado por suspeita de levar delator dos EUA

Manifestante queima boneco do Tio Sam em frente a embaixada dos EUA em La Paz
AP
Manifestante queima boneco do Tio Sam em frente a embaixada dos EUA em La Paz

No limbo: Delator dos EUA desiste de asilo político na Rússia

"Os embaixadores foram convocados pelo governo boliviano para que hoje (segunda-feira) se apresentem à chancelaria, como alguns já estão fazendo, com o objetivo de dar uma explicação sobre o ocorrido. Queremos ter uma explicação oficial dos embaixadores", disse a ministra de Comunicação boliviana, Amanda Dávila.

Denúncias pelo vazamento de Snowden:
Monitoramento: EUA mantêm ampla base de dados telefônicos
Prism: EUA coletam dados de nove empresas de internet
Jornal: EUA podem usar dados de inteligência sem mandado
Denúncia: Reino Unido espionou autoridades do G20 em 2009
Guerra cibernética: EUA espionam computadores da China
Diplomatas: Europa exige respostas sobre supostos grampos dos EUA

A Bolívia argumenta que os quatro países impediram o avião de Morales de voar em seu espaço aéreo, por suspeitas de que levaria o fugitivo Snowden, procurado pelos Estados Unidos por acusações de espionagem.

"Isto que ocorreu nos faz pensar sobre a necessidade de debater as relações não apenas da Bolívia com a União Europeia, mas também a relação da América Latina com a Europa", acrescentou Dávila.

(Por Daniel Ramos)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.