Adversários e partidários de presidente deposto do Egito tomam ruas de Cairo

Por Reuters | - Atualizada às

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Adversários do presidente deposto Mohammed Morsi se concentraram na praça Tahir

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Oponentes de Mohammed Morsi se reunem na Praça Tahir, no Cairo, no domingo (7)

Centenas de milhares de partidários e adversários do presidente deposto do Egito, Mohamed Morsi, juntaram-se no Cairo e em Alexandria neste domingo (7), dois dias depois de manifestações resultarem na morte de mais de 30 pessoas.

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A enorme multidão, que deve ficar nas ruas até de madrugada, aumentou o risco de mais violência. Os adversários de Morsi reuniram-se na praça Tahir, no Cairo, e no palácio presidencial em uma atmosfera festiva. Diferente de sexta-feira, não houve confronto com soldados.

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Os que apóiam Morsi e a Irmandade Muçulmana concentraram-se em um grande número de pessoas no lado de fora de uma mesquita no nordeste da cidade e da sede da Guarda Republicana, onde Morsi estava detido. Três pessoas foram mortas na sexta-feira.

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"Não vamos sair até Morsi retornar. Do contrário, vamos morrer como mártires", disse Hanin Ahmad Ali Al-Sawi, de 55 anos, vestindo um véu para cobrir a face sob um forte sol, enquanto soldados e policiais o observavam por trás de um arame farpado. Ela estava no local com seus cinco filhos nos últimos cinco dias.

Veja imagens dos protestos no Egito:

Menina egípcia segura cartaz de durante protesto pró-Morsi neste domingo (7). Foto: APEgípcias choram durante enterro de oponentes do presidente deposto Mohammed Morsi, que foram mortos durante confrontos no Cairo (6/7). Foto: APPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi gritam slogans perto da Universidade do Cairo em Giza, Egito (6/7). Foto: APPartidária do presidente deposto Mohammed Morsi segura no Cairo retrato em que se leem: 'legitimidade é uma linha vermelha' e 'saia Sissi, Morsi é meu presidente' (6/7). Foto: APManifestantes contrários ao presidente deposto Mohammed Morsi arremessam pedras durante confrontos com membros da Irmandade e partidários de Morsi no Cairo (5/7). Foto: ReutersPartidários e oponentes do presidente deposto Mohammed Morsi entram em confronto na ponte 6 de Outubro, perto de Maspero, Cairo (5/7). Foto: APManifestantes islâmicos, um deles com o retrato do presidente deposto Mohammed Morsi, mostram mãos sujas de sangue após disparos do Exército no Cairo (5/7). Foto: APManifestantes que apoiam o presidente deposto Mohammed Morsi correm em meio ao gás lacrimogêneo lançado pelas forças de segurança no Cairo (5/7). Foto: ReutersPartidários de Mohammed Morsi reagem a uma explosão de origem desconhecida e jogam pedras em delegacias durante protesto perto da Universidade do Cairo (5/7). Foto: APSeguidor do presidente deposto do Egito Mohammed Morsi reza antes de manifestação perto da Universidade do Cairo (5/7). Foto: APPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi gritam perto da praça da mesquita de Raba El-Adwyia, no Cairo (5/7). Foto: ReutersPartidária segura pôster do presidente deposto Mohammed Morsi no qual se lê 'Sissi traidor', em referência ao chefe do Exército, em marcha em Nasser (4/7). Foto: APPartidários do presidente deposto Mohammed Morsi participam de manifestação perto da Universidade do Cairo, Egito (4/7). Foto: APMembro da Irmandade Muçulmana e partidários de presidente deposto Mohammed Morsi protestam na praça da Mesquita Raba El-Adwyia no Cairo (4/7). Foto: ReutersMembros da Irmandade Muçulmana e partidários de presidente deposto Mohammed Morsi protestam durante cerimônia de posse de líder interino no Cairo (4/7). Foto: ReutersSoldados egípcios são posicionados perto da Universidade do Cairo, onde milhares de partidários da Irmandade Muçulmana estão reunidos (3/7). Foto: APPartidária do presidente deposto Mohammed Morsi chora agarrada a seu retrato após anúncio de Exército egípcio (3/7). Foto: APFogos de artifício clareiam o céu enquanto milhares celebram queda de Morsi na Praça Tahrir, no Cairo (3/7). Foto: APManifestantes egípcios gritam palavras de ordem contra Mohammed Morsi na Praça Tahrir, no Cairo (3/7). Foto: APOpositores do presidente islâmico egípcio, Mohammed Morsi, celebram ultimato do Exército do lado de fora do palácio presidencial no Cairo (3/7). Foto: APOpositores do presidente deposto do Egito celebram do lado de fora do palácio presidencial no Cairo (3/7). Foto: APFogos de artifício iluminam céu do Egito do lado de fora do palácio presidencial no Cairo (3/7). Foto: APFogos de artifício iluminam o céu após Exército do Egito anunciar a queda do governo de Mohammed Morsi do lado de fora do palácio presidencial no Cairo (3/7). Foto: APReprodução de vídeo mostra general Abdel-Fattah el-Sissi durante discurso à nação na TV estatal egípcia (3/7). Foto: APMilitar em tanque avança em torno de partidários do líder islâmico do Egito, Mohammed Morsi, em Nasser, Cairo (3/7). Foto: APEgípcio agita bandeira nacional enquanto militares cercam partidários do presidente islâmico, Mohammed Morsi, em Nasser, Cairo (3/7). Foto: APForças militares especiais marcham em torno de partidários do líder islâmico, Mohammed Morsi, em Nasser, Cairo (3/7)
. Foto: APManifestante contrário ao presidente egípcio, Mohamed Morsi, agita bandeira nacional na Praça Tahrir no Cairo (3/7). Foto: ReutersOpositores ao presidente Mohammed Morsi colocam enorme bandeira egípcia em volta do palácio presidencial no Cairo (3/7). Foto: APPartidários do presidente egípcio, Mohamed Morsi, seguram fotografias suas durante protesto na praça da mesquita Raba El-Adwyia (3/7). Foto: ReutersDois manifestantes se abraçam durante protesto contra presidente egípcio, Mohammed Morsi, na Praça Tahrir, no Cairo (3/7). Foto: ReutersPartidários do presidente egípcio seguram fotografias de Mohammed Morsi do lado de fora da Universidade do Cairo (3/7). Foto: ReutersManifestantes contrários ao presidente egípcio, Mohamed Mursi, se reúnem na Praça Tahrir, no Cairo (3/7). Foto: ReutersVista aérea mostra manifestantes contrários ao presidente egípcio, Mohammed Morsi, na Praça Tahrir, Cairo (3/7). Foto: ReutersOpositores do presidente do Egito, Mohammed Morsi, seguram grande bandeira do país durante protesto do lado de fora de palácio presidencial no Cairo (2/7). Foto: APVoluntários formam zona de segurança entre homens e mulheres para evitar ataques sexuais em protesto contra Morsi na Praça Tahrir, Cairo (2/7). Foto: APHelicóptero do Exército sobrevoa opositor ao presidente Mohammed Morsi enquanto ele agita bandeira do Egito na Praça Tahrir, Cairo (2/7). Foto: APPartidários de Mohammed Morsi seguram escudos improvisados em frente à mesquita Rabia el-Adawiya, perto do palácio presidencial, no Cairo (2/7). Foto: APMulher egípcia grita enquanto manifestantes invadem a sede da Irmandade Muçulmana no distrito de Muqattam, Cairo (1/7). Foto: APEgípcias comemoram ultimato de 48 horas dado por Exército ao presidente Mohammed Morsi e aos líderes da oposição no Cairo (1/7). Foto: APPartidários de President Mohammed Morsi fazem manifestação em Nasr, Cairo (30/6). Foto: APOpositora segura cartaz no qual lê-se: 'Tamarod: o fim da Irmandade Muçulmana' (30/6). Foto: APManifestantes egípcios se reúnem na Praça Tahrir durante manifestação contra presidente Mohammed Morsi (30/6). Foto: APOpositor agita tampas de panelas com os dizeres: 'Saia' (30/6). Foto: APManifestante segura cartão vermelho com a palavra: 'Saia' (28/6). Foto: APManifestante egípcia mostra palma da mão pintada com as cores da bandeira e em que se lê 'Egito' em protesto no Cairo (28/6). Foto: APManifestantes partidários do presidente Mohammed Morsi fazem marcha em Cairo (28/6). Foto: Reuters

Morsi foi deposto na última quarta-feira em uma movimentação dos militares, que negaram se tratar de um golpe de estado. O exército disse que se prontificou a acatar o desejo de milhões de egípcios que se juntaram em 30 de junho exigindo a renúncia.

A queda de Morsi gerou cenas de júbilo, mas também irritou muçulmanos que organizaram protestos na sexta-feira em que cerca de 1,4 mil pessoas foram feridas, além das mortes.

Em Alexandria, onde 14 pessoas morreram na sexta-feira, houve novos confrontos, mas não há informações de fatalidades.

Aliados do Egito no ocidente, incluindo os Estados Unidos e a União Europeia, principais parceiros financeiros, e em Israel, que tem um tratado de paz com o Egito mediado pelos EUA desde 1979, estão alarmados com a situação.

À medida que a escuridão tomou conta da cidade, manifestações anti-Morsi tomaram conta da praça Tahir, berço dos protestos que o derrubaram, com mais de 350 mil pessoas, que se dividiram pelas ruas adjacentes.

Houve muitos gritos de celebração quando jatos militares deixaram um rastro no céu em formato de coração acima da praça, uma tática que está sendo aplicada por eles nos últimos três dias para reforçar autoridade. Um grupo de músicos folk tocaram bateria darabukka e flauta mizmar em uma atmosfera de felicidade.

No outro lado da cidade, dezenas de milhares de outros protestantes contra a Irmandade Muçulmana juntaram-se na porta do palácio presidencial.

Mohamed Manndouh, um estudante de administração de 21 anos, explicou o sentimento de muitos que apoiam a intervenção militar. "Eu vim protestar porque rejeito o terror da Irmandade", disse, próximo à praça Tahrir.

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