Empresa nega ter grampeado Embaixada do Equador em Londres

Por iG São Paulo |

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Chanceler equatoriano disse ter encontrado microfone escondido no local onde vive fundador do WikiLeaks

Uma empresa britânica de vigilância privada negou nesta quinta-feira (4) ter instalado escutas na embaixada do Equador em Londres, onde o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, vive há mais de um ano.

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AP
O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, aparece ao lado do chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, na varanda da Embaixada do Equador em Londres

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O ministro das Relações Exteriores equatoriano, Ricardo Patiño, fez a acusação contra o Surveillance Group em Quito na quarta-feira (3), acrescentando que o Equador iria procurar ajuda do governo britânico para ir a fundo na questão.

Em comunicado, o presidente-executivo do Surveillance Group, Timothy Young, rejeitou a alegação de Patiño como "completamente falsa". "O Surveillance Group não faz e nunca esteve envolvido em atividades desta natureza", disse Young.

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"Não fomos contactados por qualquer membro do governo equatoriano e nossa primeira notificação sobre este incidente foi através da imprensa nesta manhã."

A Secretaria de Relações Exteriores da Grã-Bretanha se recusou a comentar. Patiño descreveu o Surveillance Group como "uma das maiores empresas de investigação privada e de vigilância secreta no Reino Unido".

Em seu site, a empresa diz que combina "as práticas, habilidades e experiência das forças especiais, da polícia e da vigilância comercial para criar uma nova forma de vigilância".

Patiño disse que o microfone foi encontrado dentro do escritório da embaixadora equatoriana para o Reino Unido, Ana Albán, na ocasião de uma visita do ministro à embaixada para se reunir com Assange em 16 de junho. Assange vive e trabalha em uma outra sala da embaixada.

Assange tem vivido dentro da embaixada há mais de um ano para evitar a extradição para a Suécia, onde enfrenta acusações de abuso sexual e estupro por duas mulheres, o que ele nega.

O Equador ficou em destaque nas últimas semanas por ter sido um dos países que havia dito que consideraria asilo ao delator da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos EUA Edward Snowden

Com Reuters

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