Premiê português descarta renúncia após pedidos de demissão de ministros

Por iG São Paulo |

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Pedro Passos Coelho diz que manterá batalha por saúde financeira de país em meio a disputas sobre austeridade

O primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, disse que "não renunciará" apesar de dois membros-chave de seu gabinete terem apresentado pedidos de demissão em uma disputa sobre medidas de austeridade.

Pai: Premiê de Portugal está 'doido para se ver livre' de governo

AP
Primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, faz discurso no palácio São Bento, sua residência oficial, em Lisboa

Em um discurso televisionado à nação na noite desta terça-feira, Pedro Passos Coelho afirmou que seu governo continuará sua batalha para restaurar a saúde financeira do país, que está sob um pacote de resgate. "Não desistirei de meu país", disse.

Mas o futuro do governo está em jogo depois da renúncia na manhã desta terça do ministro de Relações Exteriores português, Paulo Portas, líder de um partido que faz parte da coalizão de centro-direita.

O premiê afirmou que não aceitaria o pedido de renúncia e buscará superar a crise política tentando curar a disputa entre os dois partidos da coalizão.

"Não pedi ao presidente para remover o chanceler", disse Passos Coelho, acrescentando que buscará "condições para assegurar a estabilidade" em conjunto com o parceiro de coalizão CDS-PP nas próximas horas.

O ministro português das Finanças, Vitor Gaspar, renunciou na segunda, reclamando que não tinha apoio político para seu programa de austeridade.

Em seu pronunciamento, Passos Coelho afirmou também que viajará a Berlim na quarta-feira como primeiro-ministro.

*Com AP e Reuters

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