Presidente russo pede que delator dos EUA interrompa as atividades que prejudicam 'nossos parceiros americanos'

Edward Snowden , ex-técnico da CIA e ex-funcionário de uma prestadora de serviços da Agência Nacional de Segurança (NSA, sigla em inglês), pediu asilo político na Rússia, informou nesta segunda-feira a agência de notícias Interfax.

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Presidente da Rússia, Vladimir Putin, dá coletiva em encontro de países exportadores de gás em Moscou
AP
Presidente da Rússia, Vladimir Putin, dá coletiva em encontro de países exportadores de gás em Moscou

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Citado pela Interfax, Kim Shevchenko, o oficial encarregado do Ministério de Relações Exteriores no Aeroporto de Sheremetyevo, em Moscou, disse que a representante de Snowden, Sarah Harrison, entregou o pedido no domingo.

Snowden fugiu dos EUA para Hong Kong em maio, poucas semanas antes da publicação nos jornais Guardian e Washington Post de detalhes fornecidos por ele sobre um programa secreto de vigilância de internet e tráfego de telefone por parte do governo dos EUA.

Após os EUA emitirem um pedido de extradição para Hong Kong, Snowden fugiu para a Rússia, onde está em um limbo legal na zona de trânsito do aeroporto desde sua chegada, em 23 de junho. Os EUA anularam seu passaporte, e o Equador, onde ele esperava conseguir asilo , tem hesitado em lhe conceder abrigo.

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Anteriormente à informação de que Snowden havia pedido asilo à Rússia, o presidente russo presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta segunda-feira que ele terá de parar de vazar segredos dos EUA se quiser asilo, acrescentando, porém, que Snowden não tem nenhum plano de deixar de fazer isso.

Segundo o presidente dos EUA, Barack Obama, houve discussões em alto nível entre os EUA e a Rússia sobre a extradição de Snowden, mas Putin repetiu a posição russa de que não tem nenhuma intenção de enviar o ex-técnico da CIA de volta aos EUA . Ele insistiu que Snowden não é uma agente russo e que as agências de segurança russas não mantiveram contato com ele.

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Falando em uma coletiva, Putin afirmou que Snowden considera a si mesmo um ativista de direitos, um "novo dissidente", e o comparou ao ganhador do Prêmio Nobel da Paz Andrei Sakharov.

Putin, que foi o anfitrião em Moscou de um encontro entre nações que exportam gás, incluindo líderes da Venezuela, Bolívia e Irã, disse não saber se qualquer um dos que participaram da reunião poderiam oferecer abrigo a Snowden.

"Se ele quer ir a algum lugar, e há aqueles que o aceitariam, é livre para fazer isso", disse Putin. "Se quiser ficar aqui, há uma condição: deve parar as atividades que têm o objetivo de infligir danos a nossos parceiros americanos, não importa o quão estranho isso possa soar em meus lábios."

Denúncias pelo vazamento de Snowden:
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Putin, porém, acrescentou que Snowden não quer parar seus esforços de revelar informações sobre o programa de monitoramento dos EUA. "Como ele sente ser um defensor dos direitos humanos, um ativista de direitos, não parece ter a intenção de parar essa atividade", disse Putin.

Obama não confirmou informações de que agências policiais na Rússia e nos EUA receberam a ordem de encontrar uma solução em relação a  Snowden.

Grampos em diplomatas

Os comentários dos dois líderes surgiram enquanto o governo Obama enfrenta uma quebra de confiança de aliados-chave sobre programas secretos que supostamente instalaram escutas em escritórios da União Europeia (UE). O ultrage europeu foi desencadeado por uma matéria no domingo pela revista semanal Der Spiegel de que a NSA grampeou diplomatas de nações amigas - como os escritórios da UE em Washington, Nova York e Bruxelas.

A reportagem foi parcialmente baseada em uma série de revelações vazadas por Snowden.

*Com AP

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