Obama vai para a África do Sul em meio à luta de Mandela pela vida

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Segundo Casa Branca, presidente dos EUA aguarda aprovação da família Mandela para visitar ex-líder

O presidente dos EUA, Barack Obama, viaja nesta sexta-feira (28) para a África do Sul para a segunda parte de uma viagem ofuscada pela deterioração do estado de saúde do ícone antiapartheid Nelson Mandela.

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Obama deixou os EUA na quarta-feira e partiu em direção ao Senegal, África do Sul e Tanzânia, na sua segunda visita à África subsaariana desde que assumiu a presidência. A viagem tem como objetivo melhorar as oportunidades de investimentos para negócios americanos, falar sobre questões de desenvolvimento como alimentação e saúde e promover a democracia.

A Casa Branca espera que a viagem sirva como resposta ao que alguns veem como anos de negligência por parte do governo do primeiro presidente negro dos EUA. Antes de deixar Dacar, Obama tinha agendado um encontro com agricultores e empresários locais para discutir as novas tecnologias que estão ajudando os agricultores e suas famílias na África Ocidental, uma das regiões mais pobres e mais propensas à seca do mundo.

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Mas é Mandela, o ex-presidente sul-africano de 94 anos que está lutando pela vida em um hospital de Pretória desde 8 de junho, que vai dominar o dia do presidente, mesmo antes de sua chegada a Johanesburgo.

Mandela se tornou uma figura reverenciada internacionalmente ao suportar 27 anos de prisão durante o regime segregacionista do apartheid. Ele foi eleito o primeiro presidente negro do país em 1994, quatro anos após sua libertação.

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Questionada na quinta-feira se Obama faria uma visita a Mandela, a Casa Branca disse que será uma decisão da família. "Vamos atender completamente os desejos da família Mandela e trabalhar com o governo sul-africano no que diz respeito à nossa visita", disse o vice-conselheiro de segurança nacional Ben Rhodes a repórteres no Senegal. "O que a família Mandela considerar adequado é o que estamos concentrados em fazer em termos de nossa interação com eles."

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Obama considera Mandela, também conhecido pelo seu nome de clã, Madiba, como um herói. Independentemente de um encontro, autoridades disseram que a viagem serviria principalmente como uma homenagem ao líder da luta contra o apartheid.

"Eu tive o privilégio de conhecer Madiba e falar com ele. E ele é um herói pessoal, mas eu acho que não sou o único que pensa assim", disse Obama na quinta-feira. "Se e quando ele partir deste lugar, uma coisa que eu acho que todos nós vamos saber é que o seu legado vai se prolongar ao longo dos tempos."

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O presidente dos EUA chega na tarde desta sexta-feira à África do Sul e não tem eventos públicos programados. Ele poderia ir para o hospital. Durante a viagem, Obama deve visitar Robben Island, onde Mandela passou anos na prisão.

Senegal

Durante coletiva na quinta-feira em Dacar, Obama pediu para os países em todo mundo que descriminalizem a homossexualidade. O pronunciamento ocorreu um dia depois que a Suprema Corte dos EUA ter permitido duas vitórias aos defensores do casamento gay, derrubando uma parte da Lei de Defesa do Casamento (Doma, em inglês) e abrindo caminho para a retomada do casamento entre pessoas do mesmo sexo na Califórnia.

Segundo Obama, todos os grupos têm direito às suas próprias visões. "Mas quando se torma uma questão de como o Estado trata as pessoas - como a lei trata as pessoas - acredito que todos devem ser tratados igualitariamente", disse. A homossexualidade é ilegal no Senegal.

"O Senegal é um país muito tolerante que não discrimina em termos de direitos inalienáveis dos seres humanos", disse o presidente senegalês, Macky Sall. "Empregos não são recusados às pessoas só por elas serem gays", disse. "Mas não estamos preparados para descriminalizar a homossexualidade."

Com Reuters

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