Senado dos EUA aprova reforma migratória; Câmara debaterá projeto de lei

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Aprovação bipartidária abre caminho para que estimados 11 milhões de imigrantes ilegais obtenham cidadania

O Senado americano aprovou nesta quinta-feira uma legislação oferecendo esperança a milhões de imigrantes que vivem ilegalmente nos EUA. O projeto de lei também promete um esforço em estilo militar para garantir a segurança da longa fronteira porosa com o México.

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AP
Senador republicano John McCain (E) cumprimenta o senador democrata Charles Schumer após votação de reforma migratória

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A votação bipartidária de 68 a 32 refere-se a uma das principais medidas na agenda doméstica do segundo mandato do presidente Barack Obama. Mas suas perspectivas são altamente incertas na Câmara controlada por republicano, na qual os líderes dos partidos estão manobrando por uma posição antes da votação esperada para o próximo mês.

O projeto de lei representaria as mudanças mais contundentes em décadas nas leis de imigração dos EUA.

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Depois de três semanas de debates, não havia dúvidas sobre o resultado. Entre os republicanos, 14 se juntaram a todos os 52 democratas e a dois independentes para apoiar a medida.

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No Senado, os procedimentos marcaram um fim para anos de impasse sobre a imigração. A mudança começou a tomar forma logo depois da eleição presidencial de 2012, quando vários líderes republicanos concluíram que o partido deve mostrar uma face mais amena para eleitores hispânicos que deram a Obama mais de 70% de seu apoio.

Mesmo assim, a divisão entre os republicanos era evidente com as posições dos potenciais candidatos presidenciais de 2016. O senador Marco Rubio foi um dos redadores do projeto de lei, enquanto os senadores Rand Paul e Ted Cruz se opuseram ao projeto.

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As principais provisões da legislação incluem vários passos para evitar uma futura imigração ilegal - algumas acrescentadas em uma concessão posterior para atrair o apoio republicano - e para verificar o status legal de estrangeiros já nos EUA que procuram emprego. Ao mesmo tempo, ela oferece um caminho de 13 anos para a cidadania para cerca de 11 milhões de imigrantes que agora vivem no país ilegalmente.

A medida também requer 20 mil novos agentes de Patrulha da Fronteira, a finalização de 1.226 quilômetros de cercas e a inclusão de vários aparatos de alta tecnologia ao longo da fronteira entre os EUA e o México.

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Aqueles vivendo no país ilegalmente poderiam obter status legal enquanto o plano de segurança da fronteira fosse implementado, mas não receberiam green cards de residência permanente ou cidadania.

Um plano para requerer que as empresas verificassem o status legal de empregados potenciais seria dividido em quatro fases.

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Outras provisões expandiriam o números de vistos disponíveis para trabalhadores altamente qualificados desejados pela indústria de tecnologia. Um programa separado seria estabelecido para trabalhadores com baixa qualificação, e trabalhadores agrícolas seriam admitidos sob um programa temporário. Além disso, o sistema de imigração legal que está em vigor há décadas seria mudado, tornando os vínculos de parentesco um fator menor e aumentando a importância da educação, das habilidades de trabalho e da idade.

Infográfico: Linha do tempo da imigração nos EUA

Com os detalhes do projeto do Senado bem conhecidos, o líder da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, disse que a legislação separada que a Casa avalia terá apoio majoritário de seu partido. Ele também disse esperar que seja bipartidária, encorajando um grupo de quatro democratas e três republicanos a tentar forjar um compromisso para continuar seus esforços.

*Com AP

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