Decisão do Equador sobre asilo a delator dos EUA pode levar meses, diz chanceler

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Ricardo Patiño comparou caso de Edward Snowden com o de Julian Assange, fundador do WikiLeaks, e disse que governo equatoriano 'consideraria todos os riscos'

O chanceler do Equador afirmou nesta quarta-feira (26) que o governo do país poderia demorar meses para decidir se garantirá ou não asilo ao delator da Agência Nacional de Segurança (NSA, sigla em inglês) Edward Snowden, acusado de espionagem pelos EUA.

Ricardo Patiño comparou o caso de Snowden com o do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que obteve asilo na Embaixada do Equador em Londres. "Levou dois meses para que nós tomássemos uma decisão no caso de (Julian) Assange, então não esperem de nós uma decisão mais breve dessa vez", disse Patiño durante coletiva.

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O chanceler equatoriano faz uma visita à capital da Malásia, Kuala Lumpur.

Questionado se o Equador forneceria proteção a Snowden enquanto considera seu pedido por asilo, Patiño disse por intermédio de um tradutor que se Snowden "for para a embaixada, então tomaremos uma decisão".

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O caso:
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Patiño se recusou a dizer quais critérios o Equador adotaria para decidir, mas acrescentou que seu governo "consideraria todos os riscos", incluindo preocupações com o prejuízos no comércio com os EUA e na economia de seu país.

Apesar de o Equador considerar oferecer asilo ao ex-contratado da NSA, há poucos sinais nas ruas de que a pequena nação sul-americana está no centro de uma disputa global entre superpotências.

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O presidente do país, Rafael Correa, sairá de férias na sexta-feira (28) e os principais jornais trazem poucas notícias sobre o ocorrido. Não houve manifestações contrárias ou favoráveis nas ruas e muitos parecem não saber quem é Snowden.

"Não ouvi falar dele e não acompanhei o caso", disse um homem que lia jornal na praça central de Quito, recusando-se a se identificar.

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Snowden, acusado por violar leis da espionagem americana, ficou escondido em Hong Kong desde que revelou o amplo alcance de dois programas confidenciais de monitoramento dos EUA contra o terrorismo. Os programas coletavam uma imensa quantidade de registros telefônicos de americanos e dados de internet em todo o mundo em nome da segurança nacional.

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No domingo, ele deixou Hong Kong em direção à Rússia. Snowden reservou assento em um voo com destino à Cuba na segunda-feira (24), mas não embarcou no avião.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, que adimitiu na terça-feira (25) que Snowden está em uma zona de trânsito de um aeroporto em Moscou, rejeitou o pedido de extradição feito pelos EUA.

Com AP

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