Alemanha, Bélgica e França realizam operações policiais antiterror

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Polícia francesa detém seis suspeitos de planejar ataques, enquanto Alemanha e Bélgica seguem pistas sobre conspiração envolvendo aeromodelos com explosivos

Várias forças especiais da polícia lançaram ações em ao menos nove cidades no sul da Alemanha e na Bélgica nesta terça-feira, depois do que autoridades alemãs descreveram como uma pista para uma suposta conspiração islâmica envolvendo dois homens de origem tunisiana que planejavam realizar ataques terroristas envolvendo explosivos em aeromodelos dirigidos por controle remoto.

Separadamente, autoridades francesas informaram ter detido nove pessoas em ações antiterroristas nesta semana, incluindo seis suspeitos de planejar ataques na França ou de pertencer a redes jihadistas, disseram funcionários nesta terça. Entre os suspeitos, com idades entre 22 e 38 anos, estão um homem do Benin, na África Ocidental, outros das ilhas Comoros, Oceano Índico, e quatro cidadãos franceses.

O ministro francês do Interior, Manuel Valls, conclamou a polícia a manter a pressão particularmente contra grupos que preparam combatentes para se unir a militantes extremistas na Síria ou para se juntar à Al-Qaeda.

Na Alemanha, o chefe da procuradoria federal em Karlsruhe disse em uma declaração que os dois homens de origem tunisiana eram alvo de ações na área ao redor de Stuttgart, no sudoeste da Alemanha, e em locais não especificados na Bélgica.

Outras ações ao redor de Munique e Stuttgart foram voltadas a quatro contatos de dois homens nascidos na Tunísia suspeitos de financiar atividades terroristas, e uma outra pessoa suspeita de lavagem de dinheiro, informou o comunicado. Também houve batidas policiais na Saxônia, sudeste alemão. No total, 90 oficiais estiveram envolvidos.

Nenhum dos suspeitos ou seus contatos foram identificados por nome, e ninguém foi detido na Alemanha e na Bélgica.

Cenário: Al-Qaeda esculpe em cavernas e no subterrâneo seu próprio país no Mali

A França está em alerta alto para potenciais ataques desde que tropas francesas entraram no Mali no início deste ano para expulsar extremistas vinculados à Al-Qaeda, que haviam tomado grande parte do país e haviam ameaçado a França e a Europa.

Vários cidadãos franceses também foram para a Síria para lutar ao lado de grupos extremistas que combatem o regime do presidente Bashar Assad. Isso vem complicando os esforços do governo francês de auxiliar - e possivelmente armar - a oposição síria mais moderada.

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O ministro do Interior francês disse que cerca de 48 pessoas foram detidas neste ano em operações antiterrorismo. A maioria foi liberada, mas cerca de 17 continuam sob custódia enquanto a investigação está em andamento.

*Com New York Times e AP

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