Secretário de Estado dos EUA adverte China e Rússia sobre caso Snowden

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Em coletiva, John Kerry afirmou que seria 'decepcionante' se países ajudassem o delator americano acusado de espionagem a escapar

O Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, disse nesta segunda-feira (24) que seria "decepcionante" se a Rússia e a China ajudassem Edward Snowden, o ex-contratado da Agência Nacional de Segurança (NSA, sigla em inglês) acusado de espionagem, a escapar das tentativas dos EUA de extraditá-lo de Hong Kong.

Snowden, que admitiu ter vazado segredos do governo americano, partiu de Hong Kong para Moscou no domingo, depois que os EUA pediram formalmente sua extradição para enfrentar acusações de espionagem. O Equador diz que considera pedido de asilo feito por ele.

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Ele havia reservado um assento em um voo de Moscou para Cuba nesta segunda-feira, mas não foi visto no avião. Seu paradeiro não estava claro, segundo Kerry. Os EUA revogaram o passaporte do delator americano.

"Não sabemos, especificamente, para onde ele pode ir ou qual é seu destino pretendido", disse Kerry, respondendo a uma pergunta durante uma coletiva de imprensa em Nova Délhi, onde ele está para discussões bilaterais sobre os EUA e a Índia.

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Ele também foi questionado se o caso Snowden poderia afetar o relacionamento dos EUA com a China e com a Rússia. "Seria profundamente problemático, obviamente, se eles soubessem da notícia, e, não obstante, tomassem uma decisão deliberada de ignorá-la e de não agir de acordo com as normas da lei", disse Kerry.

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"Existe um tratado de rendição com Hong Kong e se houvesse um aviso prévio adequado - eu não sei em que status estava a comunicação. Mas se houvesse, seria muito decepcionante se fosse dada permissão a ele para estar a bordo de um avião, e teria, sem dúvida, algum efeito e impacto nas relações e consequências."

Os EUA não possuem um tratado de extradição com a Rússia, mas possuem com Cuba, Venezuela e Equador. Mesmo com um acordo de extradição, entretanto, qualquer país poderia dar isenção política a Snowden.

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Nos últimos dois anos, os EUA transferiram sete prisioneiros procurados pela Rússia para Moscou, segundo Kerry. "Acredito que reciprocidade e aplicabilidade da lei são muito importantes", disse Kerry, sem especificar a qual lei se referia.

Kerry também enviou um recado aos países envolvidos no incidente. "Eu suponho que não há ironia aqui. Eu quero dizer, me pergunto se Snowden escolheu a ajuda da China e da Rússia para dugir da Justiça, porque eles são bastiões poderosos da liberdade da internet, e eu me pergunto se ele, enquanto estava nesses dois países, questionou a liberdade da internet, uma vez que parece ser o seu objetivo."

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Snowden forneceu aos jornais The Guardian e The Washington Post documentos revelando programas dos EUA que coletavam milhões de registros telefônicos e dados online em nome da inteligência estrangeira. Autoridades possuíam a capacidade de coletar informações telefônicas e de internet amplamente.

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Ele se escondeu por semanas em Hong Kong, uma antiga colônia britânica com autonomia do governo chinês. Os EUA pediram oficialmente a extradição de Snowden de Hong Kong para enfrentar acusações de espionagem, mas o pedido foi rejeitado. Autoridades de Hong Kong disseram que o pedido dos EUA não cumpriam suas leis integralmente.

Com AP

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