Exército libanês cerca militantes sunitas em sinal de contágio do conflito sírio

Por Reuters |

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Soldados libaneses enfrentaram atiradores islâmicos em Sidon pelo segundo dia consecutivo nesta segunda; 12 militares foram mortos desde domingo

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Soldados libaneses enfrentaram atiradores islâmicos sunitas na cidade de Sidon pelo segundo dia consecutivo nesta segunda-feira, em um dos mais mortais surtos de violência alimentada por desentendimentos sectários sobre a guerra civil na vizinha Síria.

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Uma fonte de segurança libanesa disse que um cessar-fogo havia sido acordado entre os dois lados na tarde desta segunda e o som de tiros cessaram. O Exército permaneceu em suas posições ao redor do complexo da mesquita da cidade.

O Exército disse que 12 soldados foram mortos em confrontos que eclodiram no domingo, depois que as forças de segurança detiveram um seguidor do clérigo radical sunita xeque Ahmed al-Assir. Seus partidários reagiram abrindo fogo contra um posto de controle do Exército.

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O Exército prometeu eliminar as forças de Assir, acusando-os de tentar mergulhar o Líbano em uma repetição de sua guerra civil de 1975 a 1990. O contágio do conflito sírio já resultou em combates mortais nas ruas da cidade de Trípoli, no norte do país, e em ataques com foguetes em Beirute e no vale do Bekaa.

Não foi possível verificar o número de vítimas entre os combatentes de Assir, embora as fontes de segurança acreditem que mais de 20 dos seus homens também foram mortos. Um deles disse que o próprio Assir foi ferido.

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O comissário do Líbano para o tribunal militar, juiz Sakr Sakr, disse que Assir tinha sido convocado "para ser julgado, juntamente com 123 de seus seguidores, inclusive seu irmão e Fadil Shaker", um famoso cantor libanês que abandonou sua carreira para se juntar ao grupo ultraconservador de Assir.

Soldados cercaram a mesquita no leste de Sidon, onde as forças de Assir estavam baseadas. A mesquita foi fortemente danificada nas 24 horas de trocas ferozes de foguetes e tiros.

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