Força Aérea enviou alimentos e remédios aos sobreviventes que estão ilhados em cerca de 100 cidades e vilarejos; corpos foram encontrados no rio Ganges

O número de mortos pelas enchentes em Uttarakhand , Estado indiano ao norte do país passou de 500, informaram autoridades nesta sexta-feira (21). A Força Aérea enviou alimentos e remédios para sobreviventes, a maioria peregrinos hindus, que estão ilhados em cerca de 100 cidades e vilarejos desde segunda-feira.

O ministro-chefe do Estado de Uttrakhand, Vijay Bahguna, disse que 556 corpos foram encontrados enterrados na lama e o Exército tentava recuperá-los. Ele falou ao canal de televisão CNN-IBN nesta sexta.

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Indianos resgatam pônei com a ajuda de uma corda do rio Mandakini no Gauri Kund, no Estado de Uttarakhand
AP
Indianos resgatam pônei com a ajuda de uma corda do rio Mandakini no Gauri Kund, no Estado de Uttarakhand

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Também nesta sexta, equipes de resgate encontraram 40 corpos no rio Ganges, próximo a Haridwar, uma cidade sagrada hindu, disse o policial Rajiv Swaroop. Bahguna disse que o número de mortos deve chegar a mil. Rakesh Sharma, outra autoridade do Estado, disse que o número de mortos pode alcançar centenas, mas não seria possível realizar uma contagem exata até que a região inteira fosse verificada.

O ministro do Interior Sushilkumar Shinde afirmou repórteres em Nova Délhi que 34 mil pessoas foram retiradas do local até agora e outras 50 mil continuavam presas na região. Estradas e pontes foram destruídas pelas enchetes ou bloqueadas por destroços.

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O porta-voz de Uttarakhand Amit Chandola disse que a operação de resgate se concentrou em retirar cerca de 27 mil presos na região de Kedarnath, uma das mais atingidas e onde se localiza o mais sagrado templo hundo dedicado ao Lord Shiva. O templo não sofreu danos diante do maior estrago, mas destroços cobriram a região em torno dele e imagens da televisão mostraram corpos de peregrinos espalhados ao redor.

Soldados e outros trabalhadores reabriram dezenas de estradas construindo pontes improvisadas para acelerar a retirada de sobreviventes. Segundo Chandola, mais de 2 mil veículos levando peregrinos hindus conseguiram deixar a região desde a última quinta-feira.

Milhares de soldados continuam seus esforços para alcançar as cidades e vilarejos mais prejudicados. Trinta e seis helicópteros da Força Aérea transporaram integrantes das equipes de resgate, médicos, equipamentos, alimentos e remédios para Kedarnath. Outras sete aeronaves levavam paraquedistas e combustível para a região.

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Favela ao longo das margens do rio Yamuna é vista parcialmente inundada em Nova Délhi, Índia
AP
Favela ao longo das margens do rio Yamuna é vista parcialmente inundada em Nova Délhi, Índia

A época das monções dura geralmente de junho a setembro, trazendo chuva que é crucial para a produção agrícola, mas neste ano as chuvas no norte da Índia e em partes do Nepal estão sendo mais pesadas do que o costume.

Segundo fontes do escritório meteorológico do país, as chuvas de monção estavam 89% acima da média na semana até 19 de junho.

Para as terras agrícolas da Índia, no entanto, chuvas precoce e acima da média ajudam a umedecer o solo, permitindo uma melhor preparação para as sementes e um plantio precoce. As monções de junho a setembro são cruciais para 55% das terras agrícolas da Índia, que dependem das chuvas para irrigação.

Com AP

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