Projeto de lei agora vai para a Câmara alta, que também deve aprová-lo. As duas Casas do Parlamento são dominadas pelo partido Rússia Unida, leal a Putin

Reuters

Parlamentares russos aprovaram um projeto de lei nesta sexta-feira impedindo casais estrangeiros gays de adotar crianças russas, orientados por fortes sinais de apoio do presidente Vladimir Putin e ampliando uma fissura com nações ocidentais sobre os direitos gays.

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AP
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A Duma estatal, ou Câmara Baixa do Parlamento, aprovou o projeto por 444 votos a favor e nenhum contra em sua terceira e última audiência, enviando-o para a Câmara Alta, que também deve aprová-lo. As duas Casas são dominadas pelo partido Rússia Unida, leal a Putin.

No poder desde 2000, Putin defende valores sociais conservadores e mantém a Igreja Ortodoxa russa como compasso moral desde que conteve uma onda de protestos feitos em sua maioria por liberais das cidades e iniciou um terceiro mandato no ano passado.

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Ele rejeitou as críticas norte-americanas e europeias de uma proibição sobre a disseminação da "propaganda" gay entre menores que a Duma aprovou no início deste mês e que ativistas pelos direitos gays temem que abasteça ataques contra homossexuais.

A chefe da política externa da União Europeia, Catherine Ashton, disse em um comunicado na quinta que a proibição da "propaganda" poderia estigmatizar gays e provocar discriminação, e os Estados Unidos disseram que ela restringe severamente a liberdade de expressão e de reunião.

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