Integrantes do Al Shabab afirmam que seu objetivo é 'expulsar todos os infiéis das terras muçulmanas'; ataque contra complexo da ONU deixou ao menos 20 mortos

Um dia após lançar um ataque letal contra a ONU na capital Mogadíscio, o grupo rebelde de militantes islâmicos Al-Shabab, da Somália, ameaçou continuar atacando os "incrédulos" sem trégua.

Mogadíscio: Militantes atacam complexo da ONU na Somália

Tropas de paz da União Africana observam local do ataque em frente a complexo da ONU em Mogadíscio, Somália
AP
Tropas de paz da União Africana observam local do ataque em frente a complexo da ONU em Mogadíscio, Somália

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A segurança foi reforçada nesta quinta-feira (19), com caminhonetes do Exército somali armadas com metralhadoras pesadas bloqueando a estrada principal que liga o centro da cidade ao aeroporto e à base da ONU que foi atacada. Um caminhão com um canhão de água limpou manchas de sangue da rua.

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Os militantes ligados à Al-Qaeda foram expulsos de Mogadíscio há quase dois anos por forças de paz africanas e tropas do governo. O ataque de quarta, que deixou ao menos 20 mortos, incluindo ao menos três estrangeiros e sete insurgentes, destacou a fragilidade das melhorias na segurança e a capacidade dos insurgentes para atacar áreas controladas pelo governo.

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"Nosso objetivo é expulsar os infiéis das terras muçulmanas", disse Sheikh Abdiasis Abu Musab, porta-voz do Al-Shabab para as operações militares, à Reuters. "Até que o objetivo seja alcançado, os incrédulos nunca vão encontrar um refúgio seguro em Mogadíscio ou em qualquer outra terra muçulmana. Não hoje, não amanhã, não enquanto um único muçulmano estiver vivo."

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A perda de território urbano e fluxos de receita nos últimos dois anos enfraqueceu a Al-Shabab, levando-a a recorrer a uma revolta no estilo de guerrilha.

As potências ocidentais, há muito tempo preocupadas com que a Somália se torne uma plataforma para a militânica islâmica no leste da África, temem que o país possa voltar ao caos caso as forças locais não consolidem seus ganhos.

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