Monitoramento da internet deve ter limites adequados, diz Merkel a Obama

Por iG São Paulo |

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Ao lado da chanceler alemã, presidente americano voltou a afirmar que seu governo alcançou equilíbrio entre a segurança e a privacidade e liberdades civis

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse ao presidente dos EUA, Barack Obama, nesta quarta-feira (19), que o monitoramento feito pelo governo das comunicações via internet precisa ser realizada dentro de limites adequados.

"Deixei claro que, apesar de enxegarmos a necessidade de coletar informações, o tópico da proporcionalidade é sempre um tema importante e a ordem democrática livre é baseada no sentimento de segurança das pessoas", disse Angela em uma coletiva de imprensa concedida ao lado de Obama. "A questão do equilíbrio e da proporcionalidade é algo que vamos continuar a discutir."

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AP
Presidente Barack Obama cumprimenta a chanceler alemã Angela Merkel após coletiva na chancelaria alemã

A chanceler disse também que concorda com um maior intercâmbio de informações, dentro dos parâmetros estabelecidos, entre o Ministério do Interior alemão e autoridades competentes dos EUA.

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Na mesma coletiva, Obama voltou a dizer que os EUA alcançaram o equilíbrio entre a necessidade de reunir informações de segurança e a proteção às liberdades civis. O presidente afirmou que, quando assumiu o governo, se comprometeu na proteção do povo americano, mas também na defesa de seus direitos básicos, como liberdade civil e privacidade.

"Estou confiante que, neste ponto, atingimos o equilíbrio apropriado", disse.

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Os EUA enfrentam duras críticas desde que dois programas de monitoramento secreto foram revelados por um ex-prestador de serviços da Agência de Segurança Nacional (NSA, sigla em inglês) ao jornais The Guardian e The Washignton Post.

Edward Snowden, autor da denúncia, mostrou por meio de documentos que a NSA coletava registros telefônicos de americanos e monitorava atividades via internet, como emails, chats e transferências de arquivos de milhões.

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Snowden foi pra Hong Kong desde que vazou os documentos às publicações e pode ser alvo de um processo de extradição para os EUA.  Ele também teria revelado a um jornal chinês que o governo americano espionava computadores na China, por meio de uma rede responsável pelo tráfego de internet em Hong Kong.

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Ao Guardian, Snowden também mostrou que o governo do Reino Unido aproveitou-se de sua situação de anfitrião na reunião do G20 de 2009 para grampear telefones e monitorar emails de diplomatas e delegados presentes no país.

Com Reuters

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