Auditoria rejeitada pela oposição confirma vitória de Maduro na Venezuela

Por Reuters |

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Conselho eleitoral venezuelano afirma que avaliação confirmou que sucessor de Chávez, morto em março, venceu por 1,5 ponto percentual eleição de abril

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AP
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, é visto no Palácio Presidencial Miraflores, em Caracas (foto de arquivo)

O conselho eleitoral da Venezuela informou nesta terça-feira que uma auditoria dos resultados da eleição presidencial de abril confirmou que o presidente Nicolás Maduro venceu por 1,5 ponto percentual, apesar das alegações da oposição de que a votação foi fraudada.

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O anúncio amplamente esperado do Conselho Nacional Eleitoral, que supervisiona as eleições, deixa o candidato derrotado Henrique Capriles com apenas uma opção judicial, no que parece ser um esforço inútil de reverter a vitória de Maduro, que sucedeu ao líder socialista Hugo Chávez, que morreu em março.

Capriles, de 40 anos, governador do Estado de Miranda, recusou-se a participar do que chamou de uma "auditoria falsa", alegando que não foi detalhada o suficiente para determinar se votos ilegítimos tinham sido contados.

A auditoria consistiu em comparar recibos de papéis emitidos pelas máquinas de votação eletrônicas com a impressão dos resultados dessas mesmas máquinas transmitidos digitalmente para o conselho eleitoral para fins de tabulação de votos em todo o país.

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A presidente do conselho eleitoral, Tibisay Lucena, disse que a auditoria de comprovantes em papel em 100% das mesas de votação mostrou uma diferença de apenas 0,02% em relação aos resultados oficiais. As discrepâncias foram explicadas em relatórios de incidentes já apresentados no dia da eleição, afirmou.

"Os resultados da eleição na Venezuela são e vão continuar sendo um reflexo da vontade do povo", disse Lucena em uma transmissão televisiva.

As autoridades eleitorais e voluntários no dia da eleição tinham auditado 54% das cédulas de papel, como parte de uma auditoria de rotina que o conselho eleitoral mais tarde concordou em estender.

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Mas Capriles insistiu que a auditoria estendida também deveria incluir uma revisão linha por linha dos cadernos de registro da eleição. Sem isso, disse, a auditoria não seria capaz de detectar se houve votos múltiplos ilegais em centros em que os voluntários da oposição não estavam presentes.

Ele está desafiando os resultados no Supremo Tribunal Federal, porém poucos esperam que os juízes vão decidir em seu favor.

Capriles, que acusou o conselho eleitoral de estar sob o controle do governista PSUV, disse aos eleitores nesta terça para se concentrar nas eleições municipais marcadas para dezembro. "Temos de continuar a lutar, as coisas não vão mudar de um dia para o outro ou com os resultados de uma auditoria falsa", disse em uma transmissão de internet.

Autoridades do governo dizem que Capriles não conseguiu apresentar provas de irregularidades na eleição e acusaram-no de fomentar a violência pós-eleição que, segundo o governo, deixou 11 mortos.

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