'Eu não queria ser papa', diz Francisco

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A crianças de escolas jesuítas, pontífice também falou que decidiu não se mudar para os luxuosos aposentos papais, pois não faria bem para sua saúde mental

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O papa Francisco disse nesta sexta-feira (7) que não queria se tornar pontífice e que decidiu não se mudar para os luxuosos aposentos papais a fim de preservar a sua saúde mental.

Ao encontrar milhares de crianças de escolas jesuítas de toda a Itália e Albânia, Francisco realizou uma sessão de perguntas e respostas em que uma menina, Teresa, indagou se ele queria se tornar o líder dos 1,2 bilhão de católicos do mundo.

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"Os que querem ser papa não se importam muito consigo mesmo, Deus não os abençoa. Eu não queria ser papa", disse.

Outra menina, Caterina, perguntou por que ele havia se recusado a entrar nos suntuosos aposentos papais, escolhendo viver em uma residência parecida a um hotel simples no Vaticano.

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"Não é apenas uma questão de riquezas, mas também uma questão de personalidade. Preciso viver entre as pessoas e se eu morasse sozinho, talvez um pouco isolado, não me faria bem", disse, acrescentando ter tomado a decisão por "razões psiquiátricas".

O ex-cardeal Jorge Bergoglio da Argentina, que estabeleceu um tom humilde ao papado desde a sua eleição em março, também afirmou ser importante levar uma vida mais simples, dada a extensão da pobreza e do sofrimento no mundo.

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"Nos dias atuais, há muita pobreza no mundo e isso é escandaloso quando temos tantas riquezas e recursos para dar a todo mundo", disse. "Todos temos que pensar em como podemos nos tornar um pouco mais pobres."

Em outra mudança da tradição papal, Francisco disse na quinta que não iria passar o verão no luxuoso palácio de Castel Gandolfo, que tem recebido os papas ao longo de séculos, mas ficaria no Vaticano.

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