Soldado dos EUA admite massacre de civis no Afeganistão

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Robert Bales é autor de atacar 16 civis, a maioria mulheres e crianças; o sargento admitiu ser culpado pelos homicídios premeditados para evitar pena de morte

O soldado americano acusado de matar 16 civis afegãos em um ataque contra dois vilarejos no ano passado admitiu a culpa pelos crimes nesta quarta-feira (5) para evitar a pena de morte.

O sargento Robert Bales admitiu sua culpa em uma corte militar por 16 acusações de homicídio premeditado entre outros crimes durante o massacre nas aldeias de Kandahar, ao sul do Afeganistão. Ele apenas se declarou inocente de uma acusação: de ter obstruído a investigação.

Advogados: Soldado dos EUA admitirá massacre no Afeganistão para evitar pena de morte

AP
O soldado americano Robert Bales, acusado de massacre afegão, em imagem de vídeo de 23 de agosto de 2011

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A maioria das vítimas do março de 2012 eram mulheres e crianças e alguns dos corpos foram queimados. Durante a audiência na base Lewis-McChord, ao sul de Seattle, um juiz militar questionou o soldado sobre o que aconteceu e decidiu aceitar sua admissão de culpa, o que o livrará da sentença de pena de morte.

Antes de o juiz anunciar sua decisão, parentes disseram à agência Associated Press que estavam revoltados com a possibilidade de que Bales escapasse da execução por uma das piores atrocidades da guerra do Afeganistão.

Robert Bales: De uma pequena cidade em Ohio para o Afeganistão

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Bales era um militar condecorado após suas quatro passagens pelo Iraque e o Afeganistão. Nascido em Ohio, o soldado sofreu de estresse pós-traumático e perturbações mentais, segundo seus advogados, e estava sob o efeito de bebidas alcoólicas contrabandeadas e Valium na noite do massacre.

Promotores militares dizem que Bale agiu sozinho e com aterrorizante premeditação quando, armado com uma pistola, um rifle e um lançador de granadas, fez duas saídas noturnas da sua base, voltando no meio do massacre para dizer a um colega: "Acabo de atirar em algumas pessoas."

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Esse foi o pior massacre de civis cometido por um soldado insubordinado dos EUA desde a Guerra do Vietnã, incidente que abalou ainda mais as relações entre Washington e Cabul após mais de uma década de conflito no Afeganistão.

Com AP

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