Estado venezuelano estuda sistema para limitar compra de alimentos

Por Reuters | - Atualizada às

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Estado de Zulia lançará programa piloto na próxima semana. Segundo governo, medida visa a acabar com contrabando, mas oposição a caracteriza como racionamento ao estilo cubano

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O Estado venezuelano está testando um sistema para limitar a compra de alimentos e outras mercadorias, divulgou a mídia local nesta terça-feira, uma medida que autoridades defenderam como necessária para acabar com o contrabando, mas que a oposição censurou como um racionamento ao estilo cubano.

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AP
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Os consumidores do país membro da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) suportam há meses longas filas ou precisam visitar várias lojas para encontrar produtos básicos, que variam de papel higiênico a manteiga, numa escassez impelida em parte por uma falta de moeda forte para garantir as importações.

O Estado de Zulia, no oeste da Venezuela, disse que lançará um programa piloto na próxima semana, usando um sistema digital para impedir que os consumidores comprem os mesmos produtos em lojas diferentes no mesmo dia.

"Levando em consideração o tamanho médio de uma família, uma pessoa deve comprar apenas 20 produtos básicos durante o período que estabelecemos, que achamos que será de uma semana", disse Blagdimir Labrador, funcionário do governo do Estado de Zulia, ao jornal Panorama em uma entrevista publicada nesta terça.

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O sistema de controle de preços da Venezuela faz com que o custo de produtos básicos, como arroz e farinha, fique bem abaixo do valor de mercado, criando uma tentação para os consumidores de comprá-los em grandes quantidades e revendê-los durante períodos de escassez.

O negócio é ainda mais lucrativo em Estados fronteiriços como Zulia, vizinho da Colômbia, porque os consumidores podem comprar os produtos e revendê-los na fronteira, onde negociam por várias vezes o preço subsidiado venezuelano.

Os produtos que são cobertos pelo sistema incluem arroz, leite, pasta de dente e fraldas. O programa piloto será feito em 65 supermercados na capital de Zulia, Maracaibo, e no município vizinho de San Francisco.

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Partidários do sistema dão crédito ao líder Hugo Chávez, que morreu em 5 de março, por criar programas de bem-estar social que mantêm produtos baratos para os pobres como parte de sua autodenominada revolução socialista, que seu protegido e sucessor, Nicolás Maduro, prometeu manter.

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Líderes da oposição dizem que a irritante escassez é sinal de que o modelo de controles de preço e as frequentes nacionalizações lideradas pelo Estado estão perdendo energia. "Não podemos permitir que o governo use nosso Estado para criar um sistema de racionamento ao estilo cubano", disse o legislador da oposição Elias Matta, de Zulia. "Isso mostra o fracasso do socialismo do século 21."

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