FBI investiga suspeito no Texas de enviar cartas com veneno a presidente Obama

Por AP |

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Policiais cercaram casa em New Boston, onde agentes do FBI entraram vestindo roupas brancas especiais para contato com materiais perigosos, além de máscaras de ventilação

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ASSOCIATED PRESSAP
Em maio, policias cumpriram madado em Washington para investigar o envio de cartas envenenadas

Um oficial do FBI (Polícia Federal norte-americana) disse neste sábado (1º) que uma casa na cidade de New Boston, no Texas, Estados Unidos, tem sido pesquisada e os moradores entrevistados como parte da investigação sobre o envio de cartas contaminadas com o veneno ricina para o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Cartas a prefeito de Nova York podem conter veneno ricina, diz polícia

Policiais impediram o acesso ao entorno da casa por horas na sexta (31) e montaram tendas no quintal para buscar provas. Agentes do FBI entraram na residência vestindo roupas brancas especiais para contato com materiais perigosos, além de máscaras de ventilação. A cidade fica perto da fronteira com os estados de Oklahoma e Arkansas.

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O oficial afirmou também que a investigação começou depois que a polícia foi contatada por um cônjuge do morador. O policial não estava autorizado a divulgar informações sobre as provas porque falou sob a condição de anonimato.

Ameaça ao prefeito de Nova York

Na quarta-feira (29), a polícia confirmou que duas cartas endereçadas ao prefeito da cidade de Nova York, Michael Bloomberg, e a seu grupo de controle de armas continham um material que poderia ser o veneno fatal ricina e tinham conteúdo sobre o controle de armamentos.

O Departamento de Polícia de Nova York disse que testes iniciais nas duas cartas, abertas em Nova York e Washington DC, capital americana, indicaram a presença de ricina. Equipes de emergência que entraram em contato com as cartas apresentaram sintomas leves de exposição à ricina, disse a polícia.

Uma das cartas foi aberta no domingo em Washington por Mark Glaze, o diretor do grupo Prefeitos Contra Armas Ilegais, fundado por Bloomberg e que faz lobby para leis de armas mais rígidas. A outra foi interceptada na sexta-feira (31) em um local de postagem em Manhattan. Ambos continham ameaças contra Bloomberg e mencionavam o debate sobre as armas, informou a polícia em um comunicado.



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