Ataque de drone mata número dois do Taleban paquistanês, dizem fontes

Por iG São Paulo |

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Taleban nega informação; duas autoridades dizem que informantes viram corpo de Rehman enquanto uma terceira diz ter interceptado conversas entre militantes sobre morte de líder

AP
Waliur Rehman concede entrevista à Associated Press em Waziristão do Sul, no Paquistão (28/07/2011)

Um ataque supostamente realizado por um avião não tripulado americano matou o nº 2 do Taleban paquistanês, infomaram nesta quarta-feira (29) autoridades de inteligência do Paquistão, embora o grupo militante tenha negado a morte.

Se confirmada, a morte de Waliur Rehman seria um grande golpe ao grupo militante responsável por centenas de explosões de bombas e tiroteios no Paquistão. Autoridades disseram que o ataque, realizado nas regiões tribais do país, deixaram um total de quatro mortos.

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Duas das autoridades disseram que seus informantes em campo viram o corpo de Rehman enquanto um terceiro afirmou que autoridades da inteligência interceptaram comunicações entre os militantes que diziam que Rehman havia sido morto. As autoridades falaram em condição de anonimato à agência Associated Press, porque não estavam autorizados a comentar sobre o assunto com a imprensa.

Um porta-voz do Taleban paquistanês, no entanto, negou a alegação. "Me parece que essa é uma falsa notícia. Não temos tais informações", disse Ahsanullah Ahsan por telefone.

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A maior parte do Waziristão do Norte está sob controle dos militantes, e jornalistas não possuem acesso à região, o que torna difícil a confirmação de incidentes como este.

O ataque foi o primeiro desde as eleições de 11 de maio no Paquistão, em cuja campanha o programa americano de drone foi extensamente debatido.

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Também foi o primeiro ataque no Paquistão desde que o presidente americano Barack Obama fez um discurso na quinta-feira passada no qual discutiu regras mais restritivas a serem implementadas sobre o uso de aviões não tripulados em locais como Paquistão e Iêmen.

A região tribal no noroeste do Paquistão abriga vários militantes locais e afegãos, incluindo combatentes da Al-Qaeda. Os EUA criticam constantemente o Paquistão, dizendo que o governo não impede a atividade dos militantes nessas regiões.

O programa de drones de Washington é extremamente impopular no Paquistão, embora o número de ataques tenha decaído significativamente desde que o programa teve um pico em 2010.

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O governo americano em 2010 ofereceu US$ 5 milhões por informações sobre Rehman sob seu programa "Recompensas por Justiça".

Enquanto Rehman era mais conhecido por suas atividades no Paquistão, os EUA disseram em seu anúncio que ele também participava de ataques na fronteira e dentro do Afeganistão contra as tropas da Otan e dos EUA.

Rehman era procurado por seu envolvimento no ataque a uma base americana em Khost, Afeganistão, em 2009, que matou sete americanos, afirmou os EUA.

Com AP

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