Promotoria abre investigação sobre suposta corrupção na Venezuela

Por Reuters |

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Medida é tomada após divulgação de polêmica fita que revela brigas internas no partido governista fundado por Hugo Chávez

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AP
Presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello (D), gesticula a partidários ao lado do então vice-presidente Nicolás Maduro (E) em Caracas (05/01)

A Promotoria da Venezuela ordenou na quinta-feira a abertura de uma investigação de várias acusações de corrupção e complô relativas ao governo de Nicolás Maduro contidas em uma suposta gravação entre um influente comentarista governista e um agente cubano.

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A polêmica fita, divulgada na segunda-feira, revelou brigas internas no partido fundado por Hugo Chávez, que morreu em 5 de março. Segundo a oposição, as vozes são do apresentador do programa La Hojilla, Mario Silva, e do oficial do serviço de inteligência cubano Aramis Palacios.

A conversa diz que o segundo homem forte do partido governista e presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, teria cometido crimes de conspiração, peculato, tráfico de influência e obtenção fraudulenta de divisas em meio ao controle cambial que proíbe a expatriação de capitais.

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"Instruí que se inicie a investigação pela suposta gravação de Mario Silva e ficará a cargo da promotora Gineira Rodriguez", afirmou a promotora-geral Luisa Ortega em sua conta no Twitter.

Dois dias antes, a Assembleia Nacional de maioria governista e presidida por Cabello rejeitou um pedido da oposição para investigar as denúncias e Maduro se referiu ao deputado que revelou a fita, Ismael García, como "lixo".

Terça: Assembleia venezuelana rejeita investigar denúncias de corrupção

García, que prometeu um segundo áudio para a semana que vem, respondeu: "Desde as mais altas instâncias do Estado esperávamos uma resposta séria e responsável e com uma linguagem diferente daquele que ocupa (o palácio presidencial de) Miraflores, mas sua resposta foi de insultos."

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