África do Sul incentiva turismo em região do povo zulu, seu maior grupo étnico

Por Gustavo Abreu , de Durban* | - Atualizada às

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Terra do líder sul-africano, KwaZulu-Natal é destaque no Indaba 2013, maior feira de turismo da África; entrada no país cresceu 10,2% em 2012, chegando a 9,2 milhões de turistas

Divulgação / South African Tourism
O Indaba é a maior feira de turismo do continente africano

Em 2014, a África do Sul comemora os 20 anos do fim do apartheid (regime de segregação racial) e, nesse momento de celebração da liberdade e democracia, o país pretende aumentar o número de turistas na região dominada pelo povo zulu, seu maior grupo étnico. A Província de KwaZulu-Natal, terra do atual presidente sul-africano, Jacob Zuma, foi o principal foco do Indaba 2013, feira de turismo realizada em Durban na semana passada.

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De acordo com Marthinus van Schalkwyk, ministro do Turismo sul-africano, 9,2 milhões visitaram o país em 2012. Mesmo com a ressaca pós-Copa do Mundo, a África do Sul conseguiu aumentar o número de turistas no último ano em 10,2%, contra os 4% da média global.

“Isso não caiu no nosso colo”, disse van Schalkwyk durante a cerimônia de abertura do evento. “Tivemos de trabalhar mais do que nunca para sustentar esse crescimento e encorajar os viajantes a atuar nessa semente de inspiração que plantamos por meio de ações de marketing e fortalecimento de marca.”

Parte do resultado atingido se deve ao fato de que a visão global sobre a África do Sul mudou após a Copa do Mundo de 2010, quando o país se mostrou capaz de receber turistas com uma estrutura exemplar. "Ganhamos reconhecimento no mundo como um destino quente, amigável e acessível para megaeventos”, explicou o ministro.

Destino de praia

Para incentivar a chegada de novos turistas, a África do Sul aposta em promover sua herança cultural e também belezas naturais, além das já conhecidas Cidade do Cabo e Johanesburgo.

Uma das metas do país é transformar KwaZulu-Natal no principal destino de todo o continente africano para o turista que procura praias. A região também é rica em reservas para fazer safáris e bastante conhecida entre aventureiros que gostam de montanhas.

“Nosso plano tem uma meta ambiciosa para 2030 e mira manobrar a indústria regional de turismo para uma trajetória de desenvolvimento”, afirmou Michael Mabuyakhulu, membro do Conselho Executivo de Desenvolvimento Econômico de KwaZulu-Natal.

Segundo Ndabo Khoza, CEO de Turismo em KwaZulu-Natal, a província está colocando em prática uma estratégia de marketing com o objetivo de promover sua “maior marca”, o Reino Zulu. O País trabalha atualmente em uma campanha veiculada pela National Geographic e CNN, além de fazer ações online por meio do Facebook, Expedia e TripAdvisor.

Apresentação do grupo de dança zulu Kcap no Indaba 2013, em Durban . Foto: Gustavo AbreuRegião de KwaZulu-Natal é conhecida pelos safáris, como o da reserva Phinda. Foto: Gustavo AbreuPraia Thonga: África do Sul promove a costa de KwaZulu-Natal como destino turístico . Foto: Gustavo AbreuConfraternização do Indaba 2013 em KwaMashu, township a 20 minutos de Durban, em KwaZulu-Natal. Foto: Gustavo AbreuMarthinus van Schalkwyk (E), ministro do Turismo sul-africano, durante a cerimônia de abertura do Indaba 2013. Foto: Gustavo AbreuDepois da Copa de 2010, o estádio Moses Mabhida, em Durban, oferece saltos de bungee jump . Foto: Gustavo AbreuDetalhe da rua Kheto em KwaMashu . Foto: Gustavo Abreu

Mercados individuais

A África do Sul também colocará em prática neste ano sua tática de marketing baseada em hubs, ou pontos estratégicos, de acordo com o crescimento de mercados individuais. O Brasil, por exemplo, mandou mais de 70 mil turistas para o país em 2012 e o número tende a crescer.

Por conta disso, São Paulo ganhará nos próximos meses seu próprio escritório da South African Tourism, agência responsável por promover o turismo na África do Sul - a filial brasileira cuidará inclusive de ações em toda América do Sul.

Também está prevista a abertura de dois novos voos de Guarulhos para Johanesburgo, e um voo direto do Rio de Janeiro para Johanesburgo, pela South African Airways, única companhia aérea que conecta o Brasil e a África do Sul atualmente.

*Repórter viajou a convite da South African Tourism

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